segunda-feira, 2 de abril de 2012

Continuamos a Esperá-lo

 

A humanidade tem experimentado ultrapassar diversas fronteiras. Os mares e os continentes já foram conquistados. Aventuras no espaço, que pareciam ficção, já se tornaram realidade. A quinquilharia humana já desceu em Marte. Contudo, há uma fronteira que nunca será ultrapassada o futuro. Não podemos adiantar-nos ao tempo e atribuir predicados ao futuro, a não ser aqueles que já estamos plantando.
Muitos procuraram respaldar-se para profetizar que a volta do Senhor ocorrerá em data específica. O que nos chama a atenção é que as Escrituras são enfáticas quanto à impossibilidade de qualquer cristão saber de antemão a data de Sua vinda. "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai" (Mt 24.36). "Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá" (Lc 12.40). "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade" (At 1.7). (Grifos acrescentados pelo autor). Somente depois de severa decepção alguns têm reconhecido a clareza do aviso bíblico para não se especificar o dia em que se dará esse tão esperado acontecimento.

Uma forte característica das seitas é afirmar datas para a volta do Senhor, para o Armagedom e/ou para qualquer outra referência ao fim do mundo. Contudo, muitos, pertencentes a comunidades bem estabelecidas, sucumbiram diante da fronteira que a Bíblia diz que não devemos ultrapassar. "Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite" (1Ts 5.1,2). Não devemos, em nenhuma hipótese, ultrapassar o que está escrito (1Co 4.6). Guilherme Miller, participante de uma comunidade cristã reconhecida, é um exemplo das pessoas que cometeram o equívoco de anunciar uma data específica para o retorno do Senhor. Por mais de uma década ele pregou, em centenas de igrejas, anunciando a volta do Senhor para 23 de março de 1843 (depois da primeira decepção, o dia foi corrigido para 22 de outubro de 1844, período em que predominavam também as asseverações dos adventistas do sétimo dia). A pregação de Miller, oral e escrita, espalhou-se por grande parte dos Estados Unidos, e por muitos outros países. Quando 22 de outubro passou sem nenhum incidente relevante, Miller sugeriu uma correção. Então outras datas foram sugeridas: primeiro 31 de dezembro de 1844, depois 22 de outubro do mesmo ano. Uma grande decepção ocupou a mente de seus seguidores. Diante disso, foram forjadas visões que viessem a dar novo rumo à predição de 22 de outubro de 1844.

Mesmo fora do círculo cristão existiu grande expectativa quanto ao fim do mundo. O reverendo Alson J. Smith catalogou diversos 'fins do mundo por um fiasco'. Consideremos alguns. O Livro dos Mortos do Egito citou o deus Atom como aquele que tivesse proferido a seguinte ameaça: "Destruirei o que criei, afundarei a terra, e a terra uma vez mais será transformada em água!". Tal fato, de acordo com a profecia desse livro, aconteceria no ano 2000 a.C. Devemos observar, no entanto, que a Palavra de Deus, a Bíblia, diz exatamente o contrário: "Então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não mais se tornarão em dilúvio para destruir toda carne" (Gn 9.15).

Na antiga Roma, o oráculo sibilino previu o fim do mundo, contudo, não anteviu data para o desfecho. Em 1954, mais precisamente no mês de maio, houve grande preocupação em Roma, pois o Coliseu apresentou rachaduras. O oráculo sibilino afirma que Roma estará segura enquanto o Coliseu perdurar de pé. Quando o Coliseu cair, não somente Roma, mas também o próprio mundo, desapareceriam. O dia 24 de março foi apontado como o dia fatal. No entanto, como nada aconteceu nessa data, iniciaram-se os reparos no Coliseu.

O hinduísmo ensina que ao fim de cada 'cali', isto é, um período de 4.320.000 anos, o mundo é destruído pelo fogo ou pelo dilúvio, para novamente ser criado. Na antiga religião teutônica (o que seria um território germânico), a chamada sagrada saga do Volospa acha-se repleta de temíveis advertências acerca de uma batalha final.
 
 
Vejamos alguns exemplos de datas anunciadas no decorrer da história eclesiástica e predições seculares:
Os primeiros dois séculos do cristianismo caracterizaram-se por uma grande expectativa da volta do Senhor. Gradualmente, as tensões se dissolveram até que, ao avizinhar-se o fim do primeiro milênio, reacenderam-se as expectativas apocalípticas. Por toda a Europa, clero e leigos, mostravam-se confiantes de que o Senhor viria como Juiz, presidindo o juízo final. A segunda vinda foi marcada para 31 de dezembro de 999. Cartas e cumprimentos diários citavam o iminente fim do mundo. Muitos venderam seus bens e deixaram o matrimônio de lado. Peregrinos espalhavam a notícia apontando o pecado. Grandes peregrinações à Jerusalém ocorriam em massa. Outros fugiam para lugares montanhosos. Com o nascimento do ano 1.000 A.D., sem que nada houvesse acontecido conforme tais previsões, a data foi então transferida para o milênio seguinte. A precipitação de anunciar algo que as Escrituras não endossavam seguiu-se de esfriamento de fé, mas de uma fé que também não estava proposta nas Escrituras! Em 1033, os habitantes da Burgúndia, na França, sentiram grande medo, pois o fim do mundo estava predito para aquele ano. A ocorrência de um número incomum de tempestades aumentou a expectativa de um juízo iminente. Lamentavelmente, é difícil aprender pela experiência alheia, e periodicamente as pessoas voltam a cometer os mesmos erros. Um poeta e astrólogo, de nome Anwari, selecionou o mês de setembro de 1186 como a data exata para o fim do mundo. Quais as evidências comprobatórias? Cinco dos maiores planetas haveriam de conjugar-se sob o signo de Libra.

Numa época em que os astrólogos eram tidos na mais alta conta, Johannes Stoeffler, membro do corpo docente da Universidade de Tübingen, na Alemanha, era muito estimado. Em 1499, Stoeffler publicou um livro ao qual deu o nome de "Efemérides", onde declarou que em 20 de fevereiro de 1524 haveria uma gigantesca conjunção de vinte planetas no signo de Peixes, caracterizado pela água, e que isso não podia significar outra coisa senão o fim do mundo mediante um dilúvio. A princípio, essas notícias foram acolhidas com tranqüilidade, porquanto o fim do mundo ainda estava a mais de vinte anos. Contudo, ao aproximar-se o ano de 1524, o nervosismo foi aumentando por toda a Europa. Enquanto a Europa parecia estar à véspera da histeria, entre os teólogos havia controvérsia quanto à ética. "Um crente teria o direito de limitar as dimensões de sua arca, para que comportasse somente os membros de sua própria família?". Ou "estaria um crente justificado se usasse a força para impedir que seus vizinhos imprevidentes invadissem o seu barco particular?".

Um súbito temporal, com muita trovoada e relâmpagos, lançou as multidões no pânico, e estas, por sua vez, lotaram os barcos que estavam no Reno. Durante vários dias continuou chovendo copiosamente, e a histeria popular se avolumou. Uma saraivada, com pedras do tamanho de uvas, começou a cair, e as águas dos rios transbordaram. Um monge, que observava a cena, escreveu: "O povo ficou transido de medo, sem saber para que lado voltar-se, e na incerteza de suas mentes embrutecidas, entregou-se a todas as formas de pecado e bestialidade".

Quando as chuvas cessaram, e os ânimos voltaram-se à sobriedade, viram apenas as atrocidades que cometeram, devido à histeria. Pragas também já foram atalaias do fim do mundo. Em 1665, ano da praga de Londres, muitos pensavam que aquela pestilência dizimadora anunciava o próprio fim do mundo. Um quacre, Salomão Eccles, foi quem deu expressão a esse temor. Vestido apenas por uma tanga de pêlo de cabra, com 1,90m de altura, tendo cabelos e barba longos, entrou na Igreja de Santa Maria, durante uma reunião de domingo pela manhã, gritando: "Ajoelhai-vos todos. Arrependei-vos, pois o fim do mundo está próximo, e o fogo do Senhor haverá de consumir a todos os ímpios". Nas semanas seguintes, o seminu Eccles percorreu a cidade apavorada, pregando que o mundo chegaria ao fim por meio do fogo. A histeria cada vez mais se intensificava. Finalmente, as autoridades lançaram Eccles na masmorra, e a histeria se foi gradualmente aquietando. Mais tarde, Eccles acompanhou Jorge Fox, fundador do quacrismo, até Barbados.

Guilherme Whiston, amigo de Sir Isaac Newton e seu sucessor como professor de geografia astronômica, foi considerado como um dos mais distinguidos cientistas da Inglaterra até 13 de outubro de 1736. Na noite daquele dia, em Londres, perante um grupo de eruditos, ele apresentou alguns modelos em escala do templo e do tabernáculo de Jerusalém, e declarou: "Portanto, amigos, agora já podemos esquecer-nos das especulações da ciência. O período final de todas as coisas está próximo. Dentro de três dias este mundo deixará de existir. Na quinta-feira, pela manhã, aproximadamente às cinco horas da madrugada, aparecerá o cometa sobre o qual eu vos tenho advertido. O Messias será devolvido à terra, a fim de subir a Jerusalém, e, na sexta-feira, o mundo terminará por meio de fogo, terremoto e matança". A reputação do professor Whiston emprestava peso à sua predição e a aparência do firmamento parecia confirmar essa predição, pois, às 5:05 da madrugada da manhã seguinte, surgiu o cometa de Halley, com a sua curva e chamejante. Quando o "último" dia chegou e passou sem maiores acontecimentos, o povo voltou à sua rotina, um tanto atordoado. O professor Whiston foi desligado de seu cargo de professor em Cambridge. Um judeu convertido ao cristianismo na Palestina, de nome José Wolff, predisse a Segunda Vinda de Cristo para o ano de 1847, mas não alcançou atenção relevante. Quando passou o final do ano, Wolff abandonou suas atividades adventistas. Os anabatistas do século 16 criam que o milênio ocorreria em 1533. Margarida Rowan, uma jovem californiana, converteu-se em uma reunião adventista. E logo tornou-se profetiza desse movimento. Nos meses finais de 1924, ela anunciou que o arcanjo Gabriel viera até ela, num sonho, com a finalidade de revelar-lhe que o mundo terminaria em 13 de fevereiro de 1925. Os escolhidos, limitados a 144 mil, se encontrariam com o Senhor na Califórnia, e então seriam arrebatados.

Em 1938, o reverendo Carlos G. Long, pastor da Igreja Remanescente de Deus, teve um sonho estranho, no qual lhe apareceu um quadro-negro ao pé de sua cama, onde fora traçada uma mensagem: "Daniel 12, 1945". O estudo que fez do capítulo citado dava-lhe a idéia de que a Segunda Vinda estaria marcada para as 17h33 do dia 21 de setembro de 1945. Então enviou cartas a todos os principais líderes do mundo. Sete dias antes de 21 de setembro fizeram períodos de doze horas de jejuns, dedicando-se a longas orações. Após a decepção, também houve a tendência de lançar um outro cálculo. Mas ele não pôde mais contar com o apoio de seus seguidores.

Recentemente, uma religião de origem ucraniana, chamada "Grande Fraternidade Branca", predisse que o mundo acabaria em 14 de novembro de 1993. Um radioevangelista norte-americano, Harold Camping, disse que o fim do mundo viria em setembro de 1994. Na República da Coréia, onde a "Missão dos Dias Vindouros" predisse que Cristo voltaria em 28 de outubro de 1992, à meia-noite, esperava-se o arrebatamento. Semelhantemente, nada aconteceu, a não ser uma grande decepção.
Quando, então, ocorrerá a segunda vinda de Cristo? As Escrituras não informam a data de sua vinda, mas os sinais relacionados ao seu retorno (Ver Mt 24). Quando afirmamos que a Bíblia não diz quando dar-se-á esse tão esperando acontecimento, não significa que ela não nos fornece nenhuma fórmula para computarmos dados que forneçam como produto o dia e a hora da vinda de Cristo. Esse é o erro em que caem aqueles que indicam datas, quando as Escrituras afirmam que não nos pertence saber tais detalhes (At 1.6,7). Podemos ver esta verdade nos evangelhos (Mt 24.36; Lc 12.40) e nas cartas pastorais (1Ts 5.1,2). O dia do Senhor é composto de diversos eventos, conforme vemos no livro de Apocalipse, ainda assim não podemos usar esse eventos para marcar ou especificar dia, mês e ano. Mas o dia do Senhor será real (Ap 9.15).

O apóstolo Paulo escreveu: "Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta" (1Co 15.51,52). O que indica que o arrebatamento será ultra-rápido, literalmente num átomo, isto é, numa menor partícula do tempo.

Outro fator que deve ser observado é a decepção que acompanha tais predições. Certamente o Espírito Santo não está envolvido em tais revelações, obviamente porque não se cumpriram e também porque causam decepção nos 'crentes'. Contudo, noutra ocasião, quando o apóstolo Paulo comenta sobre falsos ensinos, escreveu: "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós" (1Co 1.19 - RC). Aqueles que sucumbem diante de tais falsos ensinos infelizmente demonstram que seguem líderes humanos, e não a Palavra de Deus. O conselho bíblico para esses alarmes é: "se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mt 24.23,24). Quanto aos cristãos, devemos crer nas promessas da Palavra de Deus: "E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos" (Rm 13.11).
 
Autor: Márcio Souza
  Fonte:www.estudogospel.com.br

A Páscoa do Chocolate

 
Por causa do comércio, o diabo tenta distorcer muitas verdades Bíblicas, como por exemplo, a Páscoa (Pessach), confundindo crianças, jovens e adultos até no meio evangélico, com a simbólica troca de “ovos de páscoa feitos de chocolate”, botados por coelhos, e segundo nos consta o coelho não bota ovos, muito menos de chocolate!
 
A Páscoa é um símbolo de Amor, cuidado e proteção de Deus por nós. Quando o povo de Deus ainda escravo no Egito, a Páscoa foi estabelecida com o sinal do sangue de um cordeiro esborrifado nos umbrais das portas das casas dos israelitas para que o anjo da morte não atingisse os primogênitos das famílias de Israel.
 
Duas condições básicas para sermos livres do poder do anjo da morte:
01. Estar dentro da Casa – inseridos no Corpo Místico de Cristo – fazer parte da Igreja Universal dos Santos- lembre-se de Noé e sua família que foram salvos porque estavam dentro da Arca. A Arca é Cristo todo inclusivo, nós precisamos estar inseridos na Sua morte e ressurreição afim de vivermos nossa vida dentro do princípio da vida de cruz; para não ser atingido pelo anjo da morte era necessário que se estivesse em família reunida dentro de casa. Este aspecto fala da nossa comunhão preciosa com Deus e com nossos irmãos, neste tempo de tanta individualidades, tempos em que formamos zonas de seguranças e exacerbado exclusivismo para não permitimos que outros irmãos penetrem em nossas comunhões.
 
02. Ter o Sangue do Cordeiro passado sobre os umbrais das portas – Ter a firme convicção de ter aceito a cobertura do Sangue precioso do Senhor Yehoshua, que foi derramado na Cruz do calvário. Tê-Lo recebido como Único e Suficiente Salvador e Senhor de nossas vidas. Mesmo se o indivíduo estivesse dentro da casa e não tivesse o Sangue passado nos umbrais das portas, ele não estaria livre da morte.
 
Então esta duas condições básicas teriam de ser cumpridas, uma e a outra simultaneamente. Hoje a Páscoa se cumpre em nossas vidas quando reconhecemos e aceitamos o Sangue do Senhor Yehoshua Há’Mashyach, o Cordeiro de Deus, como proteção e purificação de nossos pecados. Então a Páscoa não se trata de uma troca de ovos de chocolates botados por coelhinhos. A verdadeira Páscoa é Yehoshua. Celebraremos então o Senhor Yehoshua. Se quisermos ser livres da Morte Eterna, precisamos do Sangue do Cordeiro de Deus que nos protege e nos guarda para sempre. A Páscoa fala de estarmos inseridos na Vida, Morte e Ressurreição do Senhor Yehoshua.
 
A Páscoa, também chamada SÉDER (ordem) é uma palavra de origem hebraica, PÊSSACH-(PÊÇAR), que vem do verbo hebraico LIFSOACH AL, significando passar por cima ou passar poupando, tal como aparece na King James Version (A Versão Inglesa do Rei Tiago) "PASS OVER", surgiu conforme registra a Bíblia em SHEMOT (Êxodo) 12, no ano de 1500 antes da E.C, em GOSÉN, no Egito, nos últimos instantes que precederam a saída do povo judeu, após 430 anos de cativeiro egípcio, para a tão prometida e sonhada ERETZ ZAVAT HALAVE UDEVACHE (Terra que mana leite e mel).
 
Naquele exato momento, instantes que antecederam a última praga sobre os egípcios, a mortandade dos primogênitos, Deus determinou: "ISH SEH LE BÊITH AVOTH SEH LA BAITH (SHEMOT - Êxodo 12.3"). Um cordeiro HOMEM para cada casa, um cordeiro para cada família. - Observe que, em hebraico, macho é ZARRAH e fêmea é NEKEVA, e no texto citado não aparece ZARRA SEH, um cordeiro macho, mas, ISH SEH, um cordeiro homem.
 
Deus (YHWH), determinou ainda que cada família deveria tomar o cordeiro, simbolizando um homem (ISH SEH) matá-lo, recolher o sangue numa bacia e pintar as vergas e os umbrais das casas, para que, no momento em que o MALAK HA - MAVET (O anjo da Morte) passasse sobre o Egito para matar os primogênitos, não atingisse aqueles que estivessem nas casas pintadas com o sangue. O anjo passaria poupando da morte o povo que assim houvesse procedido. Porque assim disse Deus: VÊ-RAITÍ ÉT HADAM U-FASSÁRHTI ALEHEM - "E vendo Eu sangue, passarei por cima de vós." - SHEMOT (Êxodo 12.13b).
 
No capítulo 12 de Êxodo diz que todos os primogênitos do Egito foram mortos. Então, espiritualmente falando, até os primogênitos dos filhos de Israel, também foram mortos. É dai que temos essa grande lição. Entendemos claramente que todos os primogênitos foram mortos naquele dia. Tanto os primogênitos Judeus como os Egípcios. Isto não é uma heresia. Deixe-me provar em tese esta afirmação. Quando o Anjo da Morte passou pelas casas dos Judeus ele viu o Sangue do Cordeiro, que pré-figurava a morte de todos os primogênitos incluídos em Cristo. Para Deus ter sua ira aplacada só mesmo com a morte, pois o salário do pecado é a morte!!!
 
Precisamos repensar com muita seriedade acerca das comemorações paganizadas que invadiram nossas congregações e nossos lares e historicamente aceitamos este casamento com o mundo paganizado. Devemos considerar os aspectos espirituais que envolvem a Páscoa e não nos envolvermos com os festejos deste mundo que querem fazer-nos desviar do alvo, da Centralidade de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, O Cordeiro Pascal e da Sua santa e bendita Palavra.
 
Finalmente, precisamos urgentemente de Restaurarmos as verdades das Sagradas Escrituras afim de não incorrermos nos mesmos erros que muitos irmãos estão cometendo, envolvendo em práticas erradas por falta de conhecimento da Palavra de Deus.
 
|  Autor: Aloizio Sousa Arantes  |  Divulgação: estudogospel.com.br |
 

Família Equilibrada, Igreja Abençoada


De pé, diante daquele mar de rostos femininos, eu me preparava para falar sobre família no I Encontro Nacional de Mulheres em Serra Negra. Embora tremendo diante de tamanha responsabilidade, eu sabia que estaria falando a ouvidos atentos, pois se há assunto que sempre interessa às mulheres, que as preocupa, é o da família. E hoje, mais do que nunca, temos razão em nos preocupar.

Tudo que ouvimos a respeito dos relacionamentos familiares nos pinta um quadro triste de famílias desestruturadas pela separação, pelos números cada vez mais elevados de divórcios, pelo grande número de adolescentes grávidas, por doenças sexualmente transmissíveis destruindo corpos jovens e vidas inocentes, pela violência que resulta de crianças sobrevivendo nas ruas, longe de qualquer cuidado e carinho, envolvidas com drogas, cigarro, bebidas.

Garanto que pelo menos um desses problemas já tocou sua vida, querida leitora. Já tocou a minha. Embora crentes, não estamos imunes aos estragos que vêm ocorrendo na família. Mas não precisamos nos desesperar, pois não estamos à mercê das circunstâncias em que vivemos. Deus, em Sua soberania e sabedoria, muitas vezes permite que passemos pelo sofrimento para aprendermos os Seus caminhos. Ele nos dá princípios sólidos e inabaláveis para nos dirigir, nos orientar e mostrar o que deseja para nós. Como criador amoroso do mundo em que vivemos, dos seres humanos e da família, Ele sabe do que precisamos para viver bem.

Quer ver um exemplo de como Deus planejou tudo para o nosso bem?
Vivemos num mundo governado por certas leis naturais, as leis da física. Mesmo que você não entenda nada de física, como eu, garanto que já ouviu falar na lei da gravidade. Essa é a lei que diz que, se cairmos de certa altura, há uma força que nos puxa para o chão e, portanto, inevitavelmente nos esborracharemos. Aprendemos essa lei desde os tombos que levamos quando começamos a trocar os primeiros passos e convivemos bem com ela respeitando-a e evitando situaçòes nas quais ela será exercida. Assim, é do nosso interesse respeitar e obedecer a lei da gravidade e outras como ela se quisermos viver bem e saudáveis.

São essas leis que mantêm em ordem toda a imensa estrutura do Universo. Elas não existem por capricho, pelo gosto de fazer as pessoas se esborracharem no chão quando caem de certa altura, mas para manter todo o Universo em existência. Se, por acaso, a alguém fosse concedido o poder de apertar um botão e desligar a gravidade, o Universo em si, na forma como o conhecemos e que permite a vida que temos, desapareceria no mesmo instante.

Da mesma forma que criou as leis físicas, Deus estabeleceu leis espirituais que têm suas funções definidas na boa ordem das coisas da alma e do espírito e as revelou em Sua Palavra, o nosso Manual do Fabricante. Para viver bem como pessoas e como famílias, precisamos respeitá-las e obedecê-las. São elas tão confiáveis, imutáveis e inabaláveis quanto a lei da gravidade e as outras leis naturais. Se quisermos famílias fortes e equilibradas, temos de buscar o que Deus diz ser bom e fazer o que Ele mandar.

Quando estudamos o plano de Deus para a família, vemos três momentos importantes: A. Como Ele estabeleceu o casamento; B. A triste descrição do que aconteceu quando nossos primeiros pais pecaram; e, C. O que precisamos fazer hoje para restabelecer a boa ordem da criação.

A. O projeto original

Quando Deus criou os seres humanos como homem e mulher, Ele os fez iguais em sua essência, mas diferentes em função, para viverem em comunhão perfeita com seu Criador. Eles viveriam num relacionamento de perfeita intimidade em todos os aspectos, sem nenhuma barreira, cimentado por uma visão comum dos objetivos de suas vidas, um vivendo para o outro como a melhor forma de desfrutar a felicidade de realizar-se totalmente como parceiros complementares. Alimentados continuamente pelo amor doador e gracioso de Deus, eles seriam vasos que, ao transbordar, derramariam esse mesmo amor doador e gracioso sobre o outro.

Deus fez primeiro o homem, e colocou-o no jardim do Éden “para o cultivar e guardar”. Ele seria o provedor e o protetor da criação. Depois, deu-lhe uma ordem: poderia se alimentar das frutas de toda árvore do jardim, mas não das da árvore do conhecimento do bem e do mal. A ordem representava uma prova da sua obediência, uma admissão da criatura sobre sua posição de ser criado diante do Criador, uma renúncia a qualquer vislumbre de autonomia.

Depois, Deus declarou não ser bom o homem estar só e disse como solucionaria aquele problema: “Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gen. 2:18). E tendo assim planejado, executou Seu plano, criando a mulher a partir de uma costela do homem e estabelecendo a família , pois abençoou os dois e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gen. 1:28).

Encontramos na Bíblia três afirmações referentes a cada elemento da família. São elas a forma como Deus nos revela Seu plano original para o relacionamentos entre marido e esposa, entre pais e filhos.

1. “O marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja” (Ef. 5:23).
2. A esposa é a ajudadora do seu marido (Gen. 2:18, 20b).
3. Os filhos são bênção e herança do Senhor Deus (Gen. 1:27-28; Sl 127:3).


Vamos examinar com mais detalhes essas afirmações.

1. O marido é o cabeça da mulher.

Quando o apóstolo Paulo escreveu essas palavras, usou a língua grega comum que as pessoas a quem sua carta era dirigida usavam no seu dia a dia. Segundo um estudioso , havia duas palavras que Paulo poderia ter usada. A primeira delas é a palavra arche (pronunciada “arque”), que é traduzida por “cabeça” no sentido de denotar anterioridade, autoridade, o primeiro em grandeza e que pode ser traduzida por magistrado, chefe, príncipe, governante, cabeceira de um rio, etc. Se ao usar a palavra cabeça Paulo quisesse indicar alguém com autoridade sobre a mulher, teria usado a palavra arche. Entretanto, ele usou outra palavra – kephalé -- que também é traduzida por cabeça.

Essa palavra, da qual vem a nossa palavra cefaléia para dor de cabeça, significa apenas cabeça, a parte do corpo humano. Kephalé também podia ser usada para se referir à parte mais proeminente, em termos de posição, mas nunca foi usada para significar "chefe ou mandatário". É também um termo militar que designa "o que lidera, o que vai à frente", embora não no sentido de dar ordens. Não é usada para o general, que dá ordens às tropas, mas, sim, para o batedor, o que vai à frente dos companheiros no campo de batalha, o que se expõe primeiro ao perigo a fim de proteger e orientar os que o seguem. A liderança do marido como cabeça vem de conhecer a vontade de Deus e segui-la.

Paulo conhecia bem as duas palavras e, inspirado pelo Espírito Santo, usou deliberadamente a segunda ao dizer que o marido é o cabeça da mulher, aquele que lidera indo à frente para proteger os seus, servindo-os e dando por eles a própria vida, como Cristo fez pela igreja.

Para que o homem possa desempenhar bem essa função, Deus o capacitou com mais força e energia físicas, mais agressividade, o que o torna mais competitivo, mais voltado para objetivos e idéias, mais lógico e racional, mais unilateral em seu modo de pensar. Quando todas essas qualidades são canalizadas em pról do bem da família, o homem se torna um líder extraordinário, um conquistador, um vencedor.

2. A esposa é a ajudadora do seu marido

Após haver criado o homem, Deus disse não ser bom que ele vivesse só. O próprio Criador lhe daria uma ajudadora que fosse da mesma essência e da mesma espécie que ele, mas diferente, para complementá-lo. Na essência, os dois seriam iguais. Na função, seriam diferentes, complementares.

Ao fazer a mulher, Deus usou um método diferente daquele usado para fazer o homem. Ela foi criada a partir de outro ser humano, estando assim ligada a ele de forma indestrutível. A palavra do original hebraico usada para descrever essa ajudadora é “ezer”, que significa a pessoa que está diante de outra, cercando, dando apoio, suporte. Ela é usada no capítulo 2 de Gênesis duas vezes para se referir à mulher, e em mais de cinqüenta vezes no restante do Antigo Testamento para se referir a Deus como o ajudador do Seu povo. Assim, a mulher, em sua maneira feminina de ser, reflete algumas das características do próprio Deus.

Para que ela pudesse ser uma ajudadora competente e fiel, Deus a capacitou física e emocionalmente para ministrar como especialista nos relacionamentos. Ela tem mais resistência física, é mais ligada aos sentimentos, mais comunicativa, mais intuitiva, mais relacional, mais ligada às pessoas e ao meio ambiente. O Dr. Paul Tournier, psiquiatra cristão suiço, que escreveu um livro só sobre as mulheres, diz que isso ocorre porque a mulher tem o sentido da pessoa. Por sua própria natureza, ela é mais sensível às necessidades das pessoas, aos seus sofrimentos, aos sentimentos. Essa é a essência da feminilidade.

3. Os filhos são bênção do Senhor

Os filhos fazem com que seus pais se tornem co-criadores com Deus. É através deles que um novo ser é formado, embora a vida em si venha diretamente das mãos de Deus. Eles são confiados aos pais durante um período breve da vida para serem por eles criados e nutridos até atingirem a idade em que podem assumir as responsabilidades da vida adulta.

Através do cuidado dos filhos, os pais aprendem sobre o amor e o cuidado de Deus e amadurecem como pessoas. Eles são a fonte de nossas maiores alegrias e de nossas maiores tristezas.

No plano original de Deus, a família estava assim constituída, em amor, harmonia e plena felicidade. Ela foi criada para o bem do ser humano e faz parte da graça comum de Deus para toda a humanidade. Infelizmente, porém, o pecado entrou no paraíso e distorceu o que Deus havia criado como bem. É por isso que a família hoje encontra tantos problemas e dificuldades. Apesar de o projeto original ter sido perfeito, ele é hoje vivido por seres imperfeitos. Entretanto, o plano não mudou e Deus mesmo já proveu uma forma de restauração, como veremos na continuação deste estudo.

Famílias desestruturadas não são coisa de hoje. A Palavra de Deus nos dá um retrato autêntico das dificuldades enfrentadas pelas famílias, começando com a de Adão e Eva. Imagine você criar dois filhos e depois um matar o outro! Que sofrimento pode ser maior do que esse para os pais?

Essa foi a realidade que a escolha dos dois primeiros seres humanos legaram a todos nós. Separados de Deus ao escolherem seu próprio caminho, eles logo entraram em conflito. A harmonia que haviam desfrutado até então evaporou-se ao calor das acusações, dos sentimentos de vergonha e culpa que os levaram a esconder suas diferenças um do outro e a esconder-se de Deus.

O pecado distorceu as características essenciais do homem e da mulher, transformando o que Deus criou para o bem em fonte de tensão e conflito. O homem, criado para ser o provedor, o protetor, tenderia agora a ser fisicamente dominador, emocionalmente omisso. A mulher, sentindo a tendência de fuga do marido, tentaria controlá-lo ativa ou passivamente, procurando modificá-lo para corresponder às suas expectativas ou assumindo uma postura sufocante de total dependência dele. E seus filhos já nasceriam com corações inclinados à rebeldia. Provérbios 22:15 nos diz que a estultícia, ou insensatez, está ligada ao coração da criança. Insensatez é o oposto da sabedoria que provém do temor ao Senhor. As crianças já nascem afastadas de Deus, sem conhecê-Lo e sem temê-Lo, e essa insensatez se reflete primeiro na rebeldia contra os pais.

O que Adão e Eva plantaram, todos os seres humanos colhem.

Entretanto, Deus não nos abandonou aos nossos próprios recursos. Ele nos chama à restauração do relacionamento consigo através de Jesus Cristo. Seu Espírito agora opera em nós, moldando-nos à imagem do Filho, usando para esse objetivo tudo o que nos permite acontecer: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:28-29).

Somos agora parte de uma família e, como tal, parecemo-nos uns com os outros porque temos a vida de Cristo em nós. Através da restauração de cada indivíduo, Deus quer restaurar as famílias à harmonia, crescimento e bênção que Ele planejou que ela oferecesse. E nos deu instruções do que é essencial fazermos para restabelecer o equilíbrio que foi perdido com o pecado.

O que Deus diz aos maridos.

Em Efésios 5:25-33, Ele diz em essência: “Maridos, amem suas esposas como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, e como vocês amam a si mesmos.”

O verbo amar, usada pelo apóstolo Paulo, vem do grego agapao que significa afeto benevolente, amor doador, sempre voltado para o bem da pessoa amada. É a mesma palavra usada para falar do amor altruísta de Deus, totalmente voltado para o ser amado, ao contrário do amor egoísta, que é voltado para a satisfação das próprias necessidades. Não é, portanto, um amor natural ao ser humano mas pode existir quando o amor de Deus encher o coração da pessoa. É o amor pelo qual todo coração de mulher anseia, em suas diversas facetas: Iniciativa, doação da própria vida se for preciso, dedicação, cuidado, proteção e mistério.

Nós amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro. Ele tomou a iniciativa, amando, buscando, atraindo, oferecendo as condições de nós retribuirmos o Seu amor. É o retrato do varão buscando e cortejando a sua amada. O homem é mais agente, a mulher, reagente. Quando ele toma a iniciativa no processo do relacionamento com uma mulher, está oferecendo a ela as melhores condições de exercer sua feminilidade. Na oferta e manutenção do amor, principalmente, o marido estará provendo o ambiente propício para uma reação apropriada da esposa. É notório na passagem citada que o apóstolo Paulo não ordena às esposas amarem seus maridos. Nem precisa. É praticamente impossível à esposa que for amada com o amor agape deixar de retribuir ao amor do marido.

Outro aspecto importante do amor que o marido deve dedicar à esposa é o da doação. Cristo amou a igreja e se entregou por ela, dando a própria vida. Ninguém pode duvidar da extensão de um amor como esse. O marido dá a vida pela esposa, não em algum gesto grandiloqüente de alta coragem em circunstâncias perigosas, mas nas pequenas concessões, nos pequenos gestos, no cuidado que tem para com as necessidades dela, na maneira gentil e respeitosa como a trata em particular e na frente dos outros.

O amor do marido deve servir de cobertura, de proteção sobre a esposa. Essa é a figura que encontramos no Antigo Testamento, quando o noivo cobria a noiva com seu manto, oferecendo-lhe sua proteção. Coberta pela masculinidade do marido, a esposa pode ser livre para se realizar plenamente como mulher e como pessoa. Quando o marido ama a esposa, rejubila-se com seus dons e capacidades e promove seu crescimento e realização, nem que para isso seja preciso assumir algumas tarefas dentro de casa, permitindo-lhe tempo e liberdade para buscar interesses que lhe sejam particulares.

O amor de Jesus pela igreja visa a sua santificação e aperfeiçoamento, o que redunda em glória para Ele próprio. O amor do marido que é calcado nesse exemplo visa o aperfeiçoamento, o crescimento, o amadurecimento e a restauração da pessoa que sua esposa foi criada para ser, o que redundará em felicidade e gozo para ele próprio. O marido que trata a esposa como uma rainha terá uma rainha por esposa.

Esse é o mistério do amor no relacionamento conjugal. Simbolizado pela redondeza das alianças de ouro, ele dá início a um processo infindo de doação que constitui o paradoxo de que é dando que se recebe, é doando a si mesmo que se cresce, é libertando que se liberta.

O que Deus diz às esposas

“Esposas, sejam submissas a seus maridos no Senhor, respeitando-os” (Efésios 5:22-24,33).

Sei que muitas mulheres têm dificuldade em entender o conceito de submissão, mesmo mulheres crentes. Mas, quando entendemos o que Deus está nos dizendo, vemos que, em última instância, o que Ele está pedindo é que nos submetamos a Ele, à Sua sabedoria, e ao Seu propósito para nós pois só dentro dele seremos realmente felizes e realizadas.

A primeira coisa que precisamos entender a respeito da submissão de que trata a Bíblia é que a ordem foi dada a pessoas que devem estar cheias do Espírito Santo (Ef. 5:18-21). Trata-se, portanto, de uma questão espiritual.

Para entendermos exatamente o que Deus está pedindo de nós, é interessante notar a palavra original – hupotasso - que o apóstolo usou ao dirigir-se às esposas. É uma palavra que indica a atitude de colocar- se voluntariamente à disposição de alguém, alinhar- se com ele e ser sensível às suas necessidades. Como verbo reflexivo indica que o sujeito da ação é também o seu objeto. Somente a própria mulher pode se submeter ao marido. Ninguém pode obrigá-la a isso.

Quando escreveu essas palavras, Paulo se dirigia a mulheres que eram pouco mais do que escravas em suas próprias famílias, sem direito sobre suas vidas. E, no entanto, ele lhes disse que deviam ser submissas porque submissão é algo interior, é uma atitude do coração e não apenas uma condição externa.

A submissão que Deus ordena não é da mulher para o homem. É apenas da esposa para com o marido. Nos nossos dias, uma mulher pode exercer posição de autoridade e comandar até mesmo uma nação, mas dentro de seu lar, ela deve ser submissa à liderança de seu marido.

Submissão não é condicional. Não encontramos nessa passagem a palavrinha “se”: Se seu marido a amar como Deus ordena, então você deve se submeter a ele. Não! E aí reside nossa maior dificuldade – a de respeitar nosso marido mesmo que ele esteja longe de fazer o que Deus lhe ordena.

Submissão não é simples obediência, passividade, rendição, co-dependência, nem omissão. É uma atitude de entrega voluntária e verdadeira de nós mesmas, é a doação de tudo o que somos em favor do outro.

O maior exemplo que temos desse tipo de atitude foi a que Jesus teve quando renunciou a todos os seus direitos para nascer neste mundo como ser humano, assumindo a forma de servo e entregando Sua vida por nós. Ele é o exemplo dado aos maridos e às esposas e não está nos pedindo nada que Ele mesmo não tenha feito. Ainda assim, na maior parte do tempo é praticamente impossível fazer o que Ele nos diz por nossas próprias forças. E é nessas horas que Seu poder pode vencer nossa fraqueza e operar em nós apesar de nós mesmas (2 Cor. 12:9).

Ao tratar seu marido com respeito, a esposa está cooperando para que ele seja tudo aquilo que Deus o fez para ser, sendo, portanto, uma verdadeira ajudadora, uma verdadeira “ezer”.

Aos pais, Deus ordena que criem seus filhos com disciplina e lhes ensinem a obedecer, para o bem deles (Ef. 6:1-4).

A criança que é deixada por conta própria vem a envergonhar os pais (Prov. 29:15). Por quê? Embora seja difícil de acreditar isso quando vemos um bebezinho com aquele olhar e sorriso tão inocentes, ninguém é naturalmente bom. Nascemos biologicamente vivos mas espiritualmente mortos, afastados de Deus. Por isso, cada bebê que vem ao mundo precisa ser ensinado a andar nos caminhos do bem, obedecendo a seus pais, aprendendo a reconhecer os limites da sua vontade. E essa é a tarefa que Deus deu aos pais.

Cada criança que Deus põe no mundo tem um valor inimaginável. É obra das Suas mãos. Ele mesmo a entreteceu no ventre materno e lhe deu as características que desejou. Assim, os pais devem conviver com seus filhos e observá-los para descobrir quais as tendências boas que Deus colocou em cada um deles para favorecer o seu desenvolvimento, enquanto corrigem e disciplinam a tendência para a rebeldia que os afastará primeiro deles mesmos e, mais tarde, de Deus.

É no ambiente familiar, mesmo aquele nos quais as pessoas estão se esforçando para dar o melhor de si, que seus membros sentirão as maiores alegrias mas também suas maiores tristezas. Como seres essencialmente relacionais, é na área dos relacionamentos que mais nos sentimos vulneráveis. Mas Deus vem ao nosso encontro na nossa vulnerabilidade.

Ele tem poder para mudar qualquer circunstância de nossa vida num abrir e fechar de olhos. Quando oramos desesperadamente por mudanças, e elas não ocorrem, é porque Ele está mais interessado em mudar o nosso coração, em corrigir a nossa perspectiva. Diante de circunstâncias difíceis, indesejáveis, temos a escolha de brigar, manipular ou nos omitir, ou então, entregando-nos “nas mãos daquele que julga retamente” (1 Pe 2:23), permitir que Ele nos use como instrumentos Seus nessas mesmas circunstâncias até que Ele escolha mudá-las ou que nós tenhamos mudado.

Talvez, depois de ler tudo isto, você esteja pensando: Não posso, não consigo, é demais para mim. Sua vida familiar pode estar destroçada, seus relacionamentos com seu marido e filhos áridos e conturbados. Talvez você esteja pensando que é tarde demais para fazer alguma coisa e salvar seu casamento. Mas é nesse exato ponto que Deus vem ao seu encontro e diz: “Deixe por minha conta. Deixe que eu aja através de você, que eu ame através de você.”

Ele não promete restaurar todos os relacionamentos quebrados, mas promete que, quando Lhe abrimos a porta do nosso coração, Ele entrará e ficará conosco, sustentando-nos com Sua força e produzindo lindos frutos em nossa vida.

Autor: Wanda de Assumpção
 

Erros Que os Pais Cometem na Educação dos Filhos


A Bíblia nos ensina em Provérbios 22.6: "Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele." A chefia de polícia de Houston, Texas (EUA), publicou as seguintes diretrizes irônicas sobre a educação de filhos:

Como posso conduzir meu filho a caminhos errados?

1.Desde pequeno, dê ao seu filho tudo que ele deseja.
2.Ache graça quando seu filho disser palavrões, pois assim ele ficará convencido da sua originalidade.
3.Não lhe dê orientação espiritual. Espere que ele mesmo escolha "sua religião" depois dos 21 anos de idade.
4.Nunca lhe diga que ele fez algo errado, pois isso poderia deixá-lo com complexo de culpa.
5.Deixe que seu filho leia o que quiser... A louça deve ser esterilizada, mas o espírito dele pode ser alimentado com lixo.
6.Arrume pacientemente tudo que ele deixar jogado: livros, sapatos, meias. Coloque tudo em seu lugar. Assim ele se acostumará a transferir a responsabilidade sempre para os outros.
7.Discuta freqüentemente diante dele, para que mais tarde ele não fique chocado quando a família se desestruturar.
8.Dê-lhe tudo em comida, bebida e conforto que o coração dele desejar. Leia cada desejo nos seus olhos! Recusas poderiam ter perigosas frustrações por conseqüência.
9.Defenda-o sempre contra os vizinhos, professores e a polícia; todos têm algo contra seu filho!
10.Prepare-se para uma vida sem alegrias – pois é exatamente isso que o espera!

Quem "educar" seus filhos dessa maneira, realmente deve esperar anos difíceis, pois a Bíblia diz em Provérbios 29.15b: "...a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe". Aquele, entretanto, que seguir a Palavra de Deus na educação, experimentará o que diz Provérbios 29.17: "Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma."

|  Autor: Norbert Lieth  |  Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |
 

Mulheres da Bíblia - Elas Venceram Pela Fé


Inspire-se nas grandes mulheres da Bíblia, elas venceram as adversidades através da fé em Deus e de caráter moldado pela obediência.

Débora, à frente do próprio tempo

Era uma dona-de-casa comum, mas foi escolhida para ser juíza. Foi a única mulher das Escrituras sagradas a ocupar um cargo político com excelência. Ela se definia como "mãe de Israel” e fazia de tudo para o bem da nação (Juízes 4:4-16).

Débora era bastante virtuosa: mãe de família, profeta, temente a Deus e líder militar. Traçou estratégias de batalha e conquistou muitas vitórias para Israel na época dos juízes. Foi a libertadora do povo hebreu em tempos de guerra contra os cananeus.

Características

- Líder Ela não se intimidou por ser mulher e ganhou o respeito dos líderes de Israel.

- Estrategista Débora sempre buscava maneiras de combater os inimigos buscando inspiração junto ao Senhor e, por isso, tinha êxito em tudo que fazia.

- Conselheira Era preocupada com as pessoas e sempre dava conselhos, discutindo e sugerindo soluções para quem estava com problemas.

Seja como Débora

Ela é a prova de que uma mulher pode ser profissional e dona-de-casa ao mesmo tempo. Para imitá-la, procure ser atenciosa e justa. Administre bem o seu tempo e não tome decisões sem antes planejar tudo direitinho.

Ester, a corajosa

Foi a rainha mais importante que Israel já teve. Judia e órfã, ela foi criada por um parente. Quando se casou com o rei Assuero, Ester fez de tudo pelo povo judeu.

Ester descobriu um plano para exterminar todos os judeus. Ela se preparou espiritualmente com um jejum de três dias e orações. Ao final do período, Ester revelou ao rei que era judia e conseguiu salvar o povo.

Características

- Sábia Diante de uma situação difícil ela não se desesperava: buscava soluções em Deus para tomar decisões.

-Destemida Não ficou com medo de agir para salvar os judeus. Era ousada e inteligente, e tinha uma fé admirável.

-Humilde Em vez de se mostrar a dona da razão, ela procurava respeitar a opinião dos outros.

Seja como Ester

Não aja por impulso, procure sempre orar antes de tomar as suas decisões. Ester também era muito atenciosa.

Sara, a esposa perfeita

Esposa de Abraão, o primeiro dos patriarcas bíblicos. Deus prometeu a Abraão um filho que daria origem a todo o povo de Israel. Sara foi a mulher escolhida para dar à luz essa criança. Ela era chamada de “mãe de multidões” e vista como o modelo ideal de mulher casada.

Sara era estéril e mostrou ter muita fé quando não desistiu de ter o filho que o Senhor lhe prometeu. Ela perseverou na crença e, aos 90 anos, deu à luz Isaque, que era o herdeiro da promessa feita a Abraão. Por isso, ela é a única mulher mencionada entre os heróis da fé (Hebreus 11:11), pessoas que exercem influência até hoje, como Moisés e Davi.

Características

-Dedicada O filho e o marido dela podiam sempre contar com ela. Ela estava ao lado deles em qualquer situação. Acompanhava Abraão em todas as viagens.

-Fiel a Deus, Sara não  desistia fácil das promessas  de Deus e procurava fazer as vontades dele.

-Alegre Ela recebia as pessoas em casa com felicidade e as servia com prazer.

Seja como Sara

Não desista nunca dos seus sonhos. Seja confiante em Deus e nas promessas dEle. Coloque sua família em primeiro lugar, seja companheira e procure ter os mesmos objetivos que o seu marido.

Rute, a companheira fiel

Rute era casada com o hebreu Malom e se dava muito bem com a sogra, Noemi. Quando ficou viúva, se apegou muito à sogra, a ponto de acompanhá-la até Belém. Lá, se casou com Boaz e reconstruiu a própria vida. Jesus é um dos descendentes de Rute.

A amizade, a fidelidade, a dedicação e o desprendimento. Fez um dos mais lindos votos de amizade à sogra. “Onde quer que pousares, ali pousarei eu. O teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus (Rute 1:16).

Características

-Amiga Tratava bem a todos e era muito carinhosa.

-Responsável Trabalhava em campos de cevada e nunca reclamava do trabalho, fazendo o melhor.

-Confiável Procurava ser honesta e íntegra nos afazeres diários. Tinha uma boa reputação e chamava a atenção dos chefes por isso.

Seja como Rute

Ela era uma mulher muito doce e competente. Para agir como Rute, seja íntegra em tudo que fizer: trabalho, casamento e família.

|  Autor: Artigo recebido por email  |  Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |
 

A Apostasia na Igreja


"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que  Deus criou para serem recebidos, com ação de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido, com ação de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração é santificado."  1 Timóteo 4.1-5

Introdução

  

NATUREZA e a FUNÇÃO DA IGREJA.


NÓS SOMOS A IGREJA, NÓS SOMOS HABITAÇÃO DE DEUS VIVO! Isso implica numa vida de santidade não apenas quando estamos aqui no templo, mas em toda a nossa existência, já que somos templos do Espírito Santo.

E quanto A FUNÇÃO DA IGREJA, sabemos que nosso papel como igreja é DEFENDER E PROMOVER a verdade que o evangelho ensina. Devemos defender pregar a mensagem da cruz sem distorções ou tentativas de amenizar.

Mas, infelizmente nem sempre isso acontece. Nem sempre a igreja promove e defende a verdade que foi confiada a ela. E quando alguns procedem assim, chamamos isso de APOSTASIA.

Apostasia é o ABANDONO DA FÉ. É quando alguém renuncia a verdade bíblica e parte para outras doutrinas.

É disso que Paulo vai tratar agora. De pessoas que, mesmo dentro das igrejas, estão levando muitos ao engano.

Frase de transição: O que podemos aprender sobre apostasia neste texto?

1 - A REALIDADE DA APOSTASIA

Há uma diferença tremenda entre a imagem futura da igreja e a de qualquer outro tipo de ideologia social.

Geralmente as ideologias sociais visam o progresso, a melhora e o desenvolvimento para uma convivência melhor.  São passos que a sociedade espera tomar para que chegue um momento em que não sejam necessárias mais guerras ou misérias. As ideologias partem do pressuposto de que o ser humano vai se aperfeiçoando e se torna cada vez melhor.

Todavia a Bíblia pinta um quadro diferente. Segundo a Bíblia, conforme a história vai caminhando, a queda e abandono de Deus se fazem maiores.

Isto ocorre não porque o ser humano é pior a cada dia que passa. Os seres humanos na verdade continuam iguais: não são melhores, nem piores. As pessoas no tempo de Paulo não eram melhores nem piores do que as pessoas de hoje em dia. As opiniões e circunstâncias mudam com o tempo, mas o coração das pessoas permanece pecador. Ou seja todos os seres humanos, de todos os séculos estão inclinados a odiar a Deus e a seu próximo.

Mas ao caminhar da humanidade parece o amor se esfria mais, inclusive o amor a Deus.

E isso vai influenciar também as igrejas. De dentro das igrejas apareceriam pessoas que desviariam alguns da verdadeira fé.

É isso que estava acontecendo na Igreja de Éfeso. A realidade da APOSTASIA, do abandono da fé tinha chegado até eles.

Mas tal chegada não foi sem aviso.

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé," 1 Timóteo 4.1

Lembre-se que quando o apóstolo Paulo partiu da Ásia pela última vez, ele avisou os presbíteros de Éfeso sobre "lobos vorazes" e "homens falando coisas pervertidas" que se levantariam no meio deles (veja Atos 20:29-30).

Nós não sabemos se foi ao próprio Paulo ou a alguém, mas tal informação veio do próprio Espírito Santo, foi o Espírito Santo que expressamente revelou que na igreja de Éfeso iriam se levantar falsos mestres que fariam com que muitos na igreja se afastassem da verdade.

Essa apostasia se daria nos últimos tempos. Aqui não significa que os apóstatas se levantarão apenas imediatamente antes da segunda vinda de Cristo. Na verdade significa que ELES JÁ EXISTEM desde a primeira vinda de Cristo. O intervalo entre a primeira vinda de Cristo e sua segunda vinda é conhecido como ÚLTIMOS TEMPOS. (Atos 2.17 – Hebreus 1.2 – 1 Pedro 1.20 – 1 João 2.18 – 2 Timóteo 3.1)

A apostasia já era uma realidade na época de Paulo, foi realidade na HISTÓRIA DA IGREJA e é realidade ainda hoje!

Mas qual é o motivo de tal apostasia? Este é o segundo ponto que aprendemos deste texto.

2 - O MOTIVO DA APOSTASIA (PORQUE ALGUNS DESVIAM)

O versículo 1 já nos responde.

"... por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios," 1 Timóteo 4.1

A razão ou motivo do desvio de alguns é o deixar de ter a Palavra de Deus como regra de fé e prática e usar agora de outras fontes, de outros valores estranhos à Bíblia.

Numa época em que as profecias no meio da igreja eram comuns, estes falsos provavelmente eram pessoas que falavam profecias como se fossem vindas de Deus, mas na verdade, eram palavras inspiradas pelo próprio demônio.

E as palavras destas pessoas iam de contra o que a Bíblia dizia. Os ensinos destas pessoas desacreditavam as verdades que a igreja teria de promover e defender.

APLICAÇÃO

Queridos, é muito perigoso trocar a Bíblia e o que aprendemos nela por outras fontes que se dizem inspiradas por Deus.

Afirmo, porque, não é incomum encontrar pessoas que se consideram cristãs, mas têm contato com ensinamentos estranhos.

Por exemplo:
• Crente liga a TV à noite e assiste o Programa do Paiva Neto, o programa da Legião da Boa Vontade. A Legião da Boa Vontade dá uma aparência cristã nos seus ensinos. Mas é só aparência. Eles misturam tudo isso com espiritismo e consulta a espíritos. Portanto, cuidado!

• Crente que lê livro espírita ou místico achando que é livro evangélico. Crente que lê horóscopo achando que é de Deus. Crente que tem “livro de interpretação dos sonhos” em casa achando que é ciência.

• Palestras sobre o diabo. Tem crente que é mais fala do diabo do que em Deus. Nem a Bíblia dá tanta ênfase ao diabo como alguns dão. Fazem pesquisas para descobrir nomes de demônios, hierarquias, e coisas do gêneros. De onde eles tiram informações destas pesquisas? Da Bíblia? Se não é da Bíblia, de onde?

Cuidado! Porque é assim que começa o caminho do DESVIO. Quando se começa a buscar outras fontes, supondo que elas são divinas. SÓ A BÍBLIA É REGRA DE FÉ E PRÁTICA DO CRISTÃO.

Se proteja destas coisas.

3 - O MÉTODO UTILIZADO PELOS APÓSTATAS

"pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência,"  1 Timóteo 4.2

Para disseminar, difundir as falsas doutrinas e a mentira, os APÓSTATAS usam muito bem da HIPOCRISIA.

A palavra HYPOCRISIA é no grego a forma poética hypócrísis, que significa o DESEMPENHO DE UM PAPEL NO TEATRO. É o que o ator faz, ele interpreta.

O hipócrita é aquele que manifesta virtudes ou sentimentos que realmente ele não tem. É uma pessoa fingida, de falsa devoção, um charlatão.

Repare na expressão que Paulo usa:  “Tem cauterizada a sua própria consciência”.

A metáfora de Paulo se refere a um costume de sua época: Quando havia um malfeitor perigoso, geralmente eles queimavam com ferro quente a pele do sujeito, faziam um sinal nele, de forma que ele pudesse ser reconhecido por onde quer que andasse.

A mesma idéia tem a expressão “cauterizada a sua consciência”. Os falsos mestres mentiam usando da hipocrisia e por isso estão marcados. Só que essa marca não é no seu corpo, mas na sua consciência.

Por isso, por mais que, por fora, eles pudessem parecer muito piedosos, na verdade, essa piedade era hipocrisia, um grande engano, uma mentira. E a marca desse ensino diabólico deixava suas consciências insensíveis em relação à verdadeira Palavra de Deus.

APLICAÇÃO

Ainda hoje, um dos grandes métodos utilizados pelos APÓSTATAS, pelos falsos líderes e falsos cristãos que plantam heresias dentro das igrejas é sem dúvida A HIPOCRISIA, a CHARLATANICE.

Há um tempo atrás assisti a um vídeo que mostrava alguns supostos pastores sendo instruídos por outro suposto pastor em como lidar com a igreja, e em como arrecadar dinheiro da igreja. E a instrução daquele líder era chocante porque orientava os pastores a fingirem ser o que não eram na frente da igreja. Eles sabiam que o que estavam pregando não era bíblico.

Esse mesmo suposto pastor falou aos seus pastores: “ou dá ou desce”.

Hoje em dia, com o crescimento dos evangélicos, há muita gente observando que pode ganhar dinheiro fácil. Há muito CHARLATÃO por aí, interessado em dinheiro e fama.

4 - O CONTEÚDO DA APOSTASIA

"que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, "  1 Timóteo 4.3.a

De uma maneira geral, o falso ensino sempre distorce partes da Palavra de Deus. No geral esse é o conteúdo da apostasia.

Mas, falando especificamente no caso da Igreja de Éfeso, eles estavam com a sua falsa piedade e engano proibindo o casamento e o desfrutar de certos alimentos.

Na verdade ambas as proibições fazem referência ao gnosticismo, que nós já estudamos aqui. O gnosticismo entre outras coisas afirmava que a matéria era má, o corpo era mau. Mas o espírito era bom.

Casamento e alimentação são coisas que se referem ao corpo. São coisas más.

CASAMENTO

Quanto ao casamento, especificamente falando, provavelmente se tratava da questão sexual, que envolve o corpo.

Os falsos mestres acreditavam que era impossível conciliar uma vida sexual com o servir a Deus. São coisas que ao ver deles não poderiam caminhar juntas. Isso porque eles concebiam o sexo como algo sujo, animal e pecaminoso. Por isso, que para servir a Deus dever-se-ia renunciar o casamento.

ALIMENTOS

Quanto aos alimentos, eles provavelmente defendiam a tese de comer muito pouco, jejuar muito ou até declarar greve de fome por motivos religiosos. Para eles, quem tinha prazer no comer e beber não tinha o verdadeiro amor a Deus.

Paulo contra-argumenta:

"...que  Deus criou para serem recebidos, com ação de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade;"  1 Timóteo 4.3

O argumento de Paulo diante das afirmações dos falsos mestres contra o casamento e alimentos vai no sentido da Criação.

CRIAÇÃO

Tanto o casamento quanto os alimentos ambos foram criados por Deus.

Tem muita gente que pensa que é o diabo que inventou os hormônios, que é o diabo que inventou o sexo. Já ouvi até dizer que tem gente que acha que o sexo foi o pecado lá no Éden.

Mas isso não é verdade. A sexualidade, o sexo, não é um invento do diabo. Foi Deus quem criou a sexualidade, o sexo.

"Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Então Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."  Gênesis 1.27,28

Assim também acontece para com os alimentos. Foi Deus quem criou os alimentos e não o diabo.

DE FORMA QUE DEUS CRIOU ESTAS COISAS PARA A FINALIDADE DE SEREM USADAS E DESFRUTADAS.

• Por isso a relação sexual dentro do casamento não deve ser motivo de culpa para o casal, mas motivo de ação de graças, de agradecimento a Deus por que isso é criação dele. O sexo é uma das bênçãos do casamento!

• Da mesma forma, quem se senta a uma mesa comer e beber moderadamente, não deve ficar pensando: Que ocupação banal! O verdadeiro cristão olha para comida,  reconhece o sustento de Deus, ora agradecendo e desfruta daquele alimento!

Agora, preste atenção, pois esse princípio não está relacionado apenas com o sexo dentro do casamento ou com nossa alimentação. A aplicação é mais ampla.

"pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido, com ação de graças, nada é recusável,"  1 Timóteo 4.4

Tudo que Deus criou é bom!

Tudo! Casamento, sexualidade, comer, a arte, a ciência, o trabalho, o lazer, o rádio a Televisão são coisas boas. Nada disso é depreciável e nos é permitido fazer uso destas coisas, se pelo menos recebemos com ações de graças.

Todavia isso não significa que tudo se faz bom por meio da oração.

Pois, você há de concordar comigo, as coisas que Deus criou são muitas vezes distorcidas.

• A sexualidade pode ser utilizada de maneira distorcida, com a pornografia, o sexo fora do casamento, a lascívia.

• O comer e o beber podem ser exagerados.

• A ciência pode se tornar um ídolo para muitos. A arte, a televisão, o trabalho podem conter distorções e levar ao pecado.

Qual é o critério então?

"porque, pela palavra de Deus e pela oração é santificado."  1 Timóteo 4.5

O critério é a oração e a Palavra de Deus. Explicando melhor: faça bom uso das coisas que Deus criou e ao mesmo tempo, sempre confronte isso com a Palavra de Deus e oração.

CONCLUINDO

Neste estudo observamos que apesar da igreja ser coluna e baluarte da verdade do evangelho, nem sempre a mesma promove e defende a verdade que foi confiada a ela. É quando acontece a APOSTASIA, o ABANDONO DA FÉ.

Autor: Rev. Andrei de Almeida Barros
  Fonte: www.estudosgospel.com.br

sexta-feira, 30 de março de 2012

Estudo Bíblico - Fé na bíblia - por quê e para quê?






A bíblia é um livro incomparável, o mais vendido do mundo, o maior best-seller de todos os tempos, tendo sido traduzido em mais de 2000 idiomas e dialetos. Isto se justifica pelo valor que a humanidade lhe atribui e pela fé que nele deposita. A bíblia é tão reconhecida
como sagrada que, quando não havia imprensa, milhares de cópias desse livro eram feitas manualmente. Só do Novo Testamento os arqueólogos já encontraram mais de 5000 cópias, entre pergaminhos e papiros. Para termos um elemento comparativo, da obra de Platão foram encontradas apenas 7 cópias manuscritas.
Grande parte da humanidade acredita na bíblia. Entretanto, como podemos afirmar que é verdade o seu conteúdo?
Nós, cristãos evangélicos, a temos como base principal das nossas convicções e fonte dos nossos argumentos referentes à espiritualidade. Contudo, o que podemos responder quando alguém questiona a veracidade das Sagradas Escrituras? Usar um versículo
bíblico não vai resolver o problema. O testemunho interno só tem valor para os crentes. Os incrédulos dizem que a bíblia é um livro como outro qualquer, foi escrita por homens e, afinal, "papel aceita tudo".

Precisamos de evidências extra-bíblicas para demonstrar sua credibilidade. Por quê acreditamos na bíblia? Apenas porque nos foi ensinado dessa forma? É assim que tudo começa, mas, se for só por isso, poderíamos crer também no Alcorão, no Livro do Mórmon, no Evangelho Segundo Allan Kardec e outros. O que a bíblia tem de especial?

Fato é que os referidos livros e outros tidos como sagrados, citam a bíblia ou a tomam como base para elaboração de doutrinas e dogmas, mesmo que muitos deles se distanciem da essência bíblica. Se a Bíblia é tão importante, ao ponto de ser usada por religiões fora do cristianismo e do judaísmo, este é um ponto a favor da sua veracidade e superioridade. Mas, ainda assim, a pergunta persiste: por quê acreditamos na bíblia?

Um aspecto importante a se observar é a validade permanente das Sagradas Escrituras. Os livros didáticos perdem sua utilidade de um ano para o outro, mas a bíblia é sempre atual, embora já tenha mais de 2000 anos. Lendo-a hoje, aprendemos lições tão específicas e
diretas como se aquele texto tivesse sido escrito para nós agora. Esta característica parece testificar a favor da origem divina da Bíblia. Contudo, tal argumento ainda não tem poder de prova. Por quê cremos na bíblia?

A fé cristã tem seus aspectos misteriosos e inexplicáveis (ITm.3.9), mas ela não é cega nem ingênua. Pedro disse que deveríamos estar preparados para expor as razões da nossa esperança (IPd.3.15). A nossa crença tem fundamento racional e lógico, embora não se limite a esses parâmetros.
Para quem não crê como nós, podem ser úteis os achados arqueológicos que vêm confirmando relatos bíblicos.
Por exemplo:
- Os desenhos e escritas no templo de Caarnac, Egito, contam a vitória do Faraó Sisa contra o reino de Judá há 3000 anos, mencionado em 1 Reis 14:25,26.
- A Pedra Moabita, exposta no Museu do LLouvre, em Paris, fala sobre a rebelião do Rei Mesa, de Moabe, contra Israel, relatado em 2 Reis 1:1; 3:4-27.
- A Crônica de Nabonido, exposta no Museeu Britânico, descreve a queda da antiga Babilônia, da mesma forma que ocorre em Daniel 5:30,31.
Existem muitas outras descobertas científicas que correspondem ao relato bíblico. No que tange ao Novo Testamento, os livros de história geral trazem diversas confirmações, principalmente relacionadas ao Império Romano. Portanto, o pesquisador sincero e imparcial deverá admitir que o aspecto histórico da bíblia tem sido confirmado, embora ainda não se tenha provado, cientificamente, a sua totalidade. Porém, vejamos outros argumentos.
O propósito dos escritores bíblicos não era acadêmico. Por isso, utilizaram linguagem popular. Não obstante, algumas afirmações científicas que a bíblia traz são exatas e extremamente avançadas para a época em que foram escritas (Por exemplo: Jó 26.7; Is.40.22). Tais elementos parecem indicar uma origem sobrenatural para as Sagradas Escrituras, demonstrando que seus escritores, embora humanos, foram inspirados por Deus.
Talvez a maior prova da veracidade bíblica para o incrédulo seja aquela que se refere ao povo de Israel. Sua existência hoje, depois de ter sido perseguido com fúria, é um milagre. Seu retorno à Palestina depois de quase 2000 anos, é outro prodígio divino.
Israel ficou fora do mapa durante muito tempo, mas, sendo citado no livro de Apocalipse (7.4; 11.2; 20.9), em conexão com os fatos do fim do mundo, era imperioso que aquele povo voltasse a ser um Estado. Isto aconteceu em 1948.
Afinal de contas, muitas profecias mostravam que o povo judeu voltaria para a sua terra. (Dt.30.1-10; IRs.8.46-52; Jr.18.5-10; Jr.16.15-16; Jr.29.12-14; Ez.36.33; Os.11.10; Ez.6.8; 11.17; 20.34,41; 28.25. Nee.1.9; Is.43.5; 56.8; Mq.2.12; Zc.10.8). O cumprimento de tais promessas é uma prova contundente de que a bíblia é verdadeira.
Se é verídico o seu aspecto histórico e profético, somos levados a considerar com muita seriedade o restante de suas questões espirituais. Nesse âmbito, nada melhor que a experiência pessoal.
O que a bíblia diz funciona. Ela diz que, em nome de Jesus, enfermos seriam curados, demônios seriam expulsos, e pessoas seriam transformadas e salvas. Isso tem acontecido inúmeras vezes.
O que a bíblia diz funciona. Portanto, podemos concluir que ela é a Palavra de Deus. Nenhum homem poderia produzir os efeitos que ela produz ou prever os fatos que ali estão escritos.
Cabe, então, a cada um de nós, um posicionamento em relação à bíblia. Não é suficiente tê-la em nossas estantes ou bibliotecas. Precisamos nos dedicar à sua leitura e estudo, pois através dela conhecemos o Senhor Jesus Cristo e, por meio dele, chegamos ao Pai
celestial.
A bíblia fala sobre o princípio do universo, como nenhum outro livro, mas ela fala também sobre o futuro, inclusive sobre a eternidade. O conhecimento bíblico não pretende satisfazer a curiosidade humana, mas nos conduzir a salvação, livrando nossas almas do inferno e garantindo nossa entrada no reino dos céus. 
 
Fonte: www.tele-fe.com.br