sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quando devemos estar prontos para o fim do mundo?

fim do mundo“…Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 4:7)
Quando vejo os noticiários de televisão, os principais temas passados são sobre mortes, guerras neste e naquele lugar. Também assisto sobre tantas pessoas que morrem de doenças como a hepatite, a Aids. Mas nunca imaginamos que isso possa acontecer conosco, até que aconteça!
Mas isso acabou acontecendo em minha família. Minha mãe descobriu que estava com câncer, e após três anos ela veio a falecer. Nós na família não esperávamos, apesar de que já estávamos preparados para o pior.
Ainda bem que tudo o que eu tinha de dizer a ela eu disse ainda em vida! E aguardo o dia da ressurreição (Ver 1Ts 4:16-17; 1Co 15:50-52) em que me encontrarei com minha mãe.
Será que você disse tudo o que gostaria para Jesus? Como vai a sua comunhão com Ele?  Muitas vezes acontece de adiarmos nossas decisões, pensando que amanhã nós poderemos fazer isto ou aquilo. Mas hoje é o único dia que Deus nos concedeu para agirmos.
Hoje é o tempo em que devemos estar preparados para a volta de Jesus, pois ninguém sabe o que será do dia de amanhã.  Viva o dia de hoje, e um dia de cada vez, pois este pode ser seu último dia. Nunca sabemos o que pode acontecer amanhã, ou depois. O único dia que temos é hoje.
Um ladrão quando chega não avisa. Cristo não vai avisar quando vier a este mundo. Há necessidade de estarmos preparados.
“Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.”(Apocalipse 16:15)
Hoje é o dia, este é o lugar. E para estar preparado para a volta de Jesus, é preciso manter uma comunhão viva com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Se a cada dia separarmos um tempo para mantermos comunhão com Ele, como a um amigo, conseguiremos permanecer firmes no dia da tentação.
Desejo que você esteja sempre firme com Deus, preparado para este glorioso dia.

Fonte: www.ofimdomundo.com.br

Cientistas desvendam “profecia maia”

Cientistas desvendam “profecia maia” Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012. A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país. O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokté, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.
Até então, as mensagens gravadas em “estelas” – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo. Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokté.
“(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012”, disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam). “Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias.”
Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero. Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.
“A medição do tempo dos maias era muito completa”, explica Gronemeyer. “Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro”, afirma.
Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro 2012, Las Profecias del Fin del Mundo, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma “onda milenarista” que, segundo ela, “antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos”.
Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma “crise ideológica, religiosa e social”. Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma “vertente catastrófica”, mas também uma linha que “prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa”.
A asséptica explicação científica e histórica vai de encontro à crença popular no México, um país onde há quem procure adquirir os conhecimentos necessários para sobreviver com seu próprio cultivo de alimentos em caso de uma catástrofe mundial. Muitos dos que vivem fora procuram regressar ao país porque sentem que precisam estar em casa em 2012, e há empresas que oferecem espaço em bunkers subterrâneos, com todas as comodidades.
Afinal, o possível fim do mundo também é negócio. O próprio governo mexicano lançou uma campanha para promover o turismo no sudeste do país, onde estão localizados os sítios arqueológicos maias. Muitos governos dos Estados onde existem ruínas da antiga civilização maia já estão registrando aumento na chegada de turistas.
(G1 Notícias)
Nota: Quem dera um grupo de cientistas também se debruçasse com interesse e seriedade sobre as profecias bíblicas… Não deixa de ser interessante notar que na “profecia” maia há a previsão do regresso de um deus. De onde os maias teriam tirado essa ideia (comum a outros povos)? Na verdade, é bíblica a crença de que a volta de Jesus trará um novo reino de paz, ainda que também traga destruição (seguida de recriação, mil anos depois) para este mundo corroído pelo pecado. Segundo Liendo, “essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias”. Ele está certo, em parte. Ocidentais que conhecem devidamente as profecias bíblicas sabem que o Apocalipse representa esperança e uma nova realidade de justiça, paz e eternidade. O lado “apocalítico” (como sinônimo de destruição, apenas) é explorado pelas produções hollywoodianas. Tanto é assim, que só se fala em “fim do mundo” e não da Nova Terra.[MB]
Fonte: criacionismo.com.br

Fim do mundo previsto pelos maias: erro interpretativo

Fim do mundo previsto pelos maias: erro interpretativo O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição “A Sociedade e o Tempo Maia” inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá. O arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo dessa antiga cultura era a observação dos astros. Eles se baseavam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do Sol, da Lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um fim. “Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica”, explicou Casares, que esclareceu: “A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir.”
Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal dessa civilização. “Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado ‘Haab’ que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o ‘Tzolkin’, de 260 dias, que regia a vida ritualística”, acrescentou Casares.
A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Dessa forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, “não podiam separar o religioso do cotidiano”.
Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia. Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o “baktun” (período de 144 mil dias); na maioria das cidades 13 “baktunes” constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.
Com essa explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, “propositais ou não”, de interpretação dos objetos achados dessa civilização.
De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção.
A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura. [...]
Fonte: (Yahoo Notícias) e criacionismo.com.br

A chegada do fim

A chegada do fim O ano de 2012 chegou e com ele muitas especulações sobre o fim do mundo. A data ganhou mais destaque na mídia depois do lançamento do filme 2012 (lançado em 2009), com um enredo baseado na datação do calendário Maia, o mundo teria seu fim no dia 21 de dezembro de 2012. Dirigido por Roland Emmerich, e distribuído por Columbia Pictures, o filme faz referência aos eventos cataclísmicos que resultam com a destruição da terra. A despeito das críticas enfrentadas, mais uma vez, como tantos outros filmes apocalípticos (Armagedom, Independance Day, Impacto Profundo etc), o tema do fim do mundo volta à discussão.
Contudo, ao analisarmos as condições mundiais predominantes hoje, o caos presente na família, nas instituições sociais e até na própria natureza; verificamos que tais condições fundamentam a ideia de que o mundo está na “plenitude dos tempos”, de fato, aproxima-se seu fim. O materialismo, a busca do prazer, a falta de padrões morais, a violência sem precedentes, as injustiças sociais, a corrupção em todos os setores; tudo nos mostra que o fim está perto.
Para estudiosos dos temas escatológicos (que tem haver com os eventos finais da história humana), a convicção da iminente segunda vinda de Jesus a este mundo, reside no cumprimento das profecias. Assim, mais do que nunca em toda a história humana, as pessoas precisam se apegar à palavra de Deus e examinar as profecias concernentes ao tempo do fim.
Estamos vivendo o clímax da história da raça humana, e devemos ter lúcidos em nossa mente todos os eventos que terão lugar antes do maior evento de todos os tempos: a segunda vinda Cristo.
A Willian Hill, uma das mais famosas casas de apostas da Europa, situada na Inglaterra, emitiu algunhas opiniões sobre as possíveis causas que levariam o mundo ao fim. Por Exemplo:
a)   Poluição: provocada por lixo ou acidentes nucleares como o que aconteceu com chernobill, na Rússia.
b)  Invasão de Extraterrestres: segundo esta empresa, 47% dos americanos acreditam nesta possibilidade.
c)   Efeito Estufa: com o aumento da temperatura da terra, causando o descongelamento das geleiras dos pólos, provocando grandes inundações.
d)  Sede Global: Provocada pela escassez de água potável.
e)   Fome Global: Provocada pela falta de alimentos  e aumento da população.
f)   Caus Urbano: Provocado por terroristas , guerrilheiros e pessoas revoltadas.
g)  Epidemias: Provocado por bactérias resistentes espalhadas pelas asas da globalização do planeta através dos meios de transportes.
h)  Guerra Mundial: O uso da bomba atômica em uma terceira guerra mundial e as epidemias são as duas causas mais apontadas. As bombas atômicas que existem no mundo, poderiam destruir a terra dezenas de vezes.

COMO DE FATO TERMINARÁ A HISTÓRIA DESTE MUNDO?
Quando nos voltamos para a palavra de Deus, chegamos ao conhecimento de que tanto precisamos. Muitas pessoas têm uma tremenda ansiedade com relação ao futuro e o que nos aguarda; por isso tem buscado na astrologia, na cartomancia, no zodíaco, em búzios e taros  o conhecimento com relação ao futuro. Mas para aqueles que acreditam em Deus e Sua Palavra, não precisam destes artifícios, pois na Bíblia temos as respostas para todas estas perguntas.
O próximo acontecimento na cadeia profética será a gloriosa volta de Jesus (Apocalipse 1:7). Disse Jesus que quando o evangelho fosse pregado a toda criatura, então ele voltaria (Mateus 24:14). Estamos vivendo dias em que a globalização e o avanço tecnológico permitem aos pregadores atingir milhões de pessoas ao mesmo tempo, logo esta tarefa se torna possível.
Quando Cristo aparecer nos céus em glória e majestade, todos os que morreram em Cristo ressuscitaram para receberem sua recompensa (I Tessalonicenses 4:16,17). Nenhuma pessoa que ao longo da história deste mundo se salvou, já recebeu sua recompensa (exceções apresentadas na Bíblia: Elias (II Reis 2), Enoque (Gênesis 5:24) Moisés (Judas 1:9 e Mateus 17:1-3). Isto quer dizer que todos receberão a recompensa só na volta de Jesus. Então todos os salvos irão para os céus e lá reinarão com Cristo mil anos (Apocalipse 20:4). Enquanto isto, todos os ímpios estarão mortos (Apocalipse 20:5)  e Satanás estará aprisionado por uma cadeia de circunstâncias, pois não terá  ninguém a quem tentar (Apocalipse 20:1-3). Logo depois dos mil anos a cidade santa, a nova Jerusalém descerá dos céus (Apocalipse 21:10), então o Diabo será solto, sairá a seduzir todas as nações para invadirem a santa cidade que desceu dos céus, mas enquanto marcham pela superfície, Deus mandará fogo dos céus e destruirá a todos os ímpios, Satanás e aos anjos caídos (Apoc. 20:9,10); este mesmo fogo que destruirá aos inimigos de Deus também purificará esta terra, e aqui será a habitação do povo de Deus para todo o sempre (Isaías 65:17-25).
Esta é a grande verdade da palavra de Deus para nossos dias, esta é a verdadeira escatologia bíblica. Que Deus te abençoe e que estejas te preparando para o grande dia da volta de Jesus.

Pr. Arilton Oliveira
Fonte: www.ofimdomundo.com.br

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Rev. Ashbel Green Simonton


Ashbel Green Simonton (1833-1867), o fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, nasceu em West Hanover, no sul da Pensilvânia, e passou a infância na fazenda da família, denominada Antigua. Eram seus pais o médico e político William Simonton e D. Martha Davis Snodgrass (1791-1862), filha de um pastor presbiteriano. Ashbel era o mais novo de nove irmãos. Os irmãos homens (William, John, James, Thomas e Ashbel) costumavam denominar-se os "quinque fratres" (cinco irmãos). Um deles, James Snodgrass Simonton, quatro anos mais velho que Ashbel, viveu por três anos no Brasil e foi professor na cidade de Vassouras, no Rio de Janeiro. Uma das quatro irmãs, Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), conhecida como Lille, veio a casar-se com o Rev. Alexander Latimer Blackford, vindo com ele para o Brasil.

Em 1846, a família mudou-se para Harrisburg, a capital do estado, onde Ashbel concluiu os estudos secundários. Após formar-se no Colégio de Nova Jersey (a futura Universidade de Princeton), em 1852, o jovem passou cerca de um ano e meio no Mississipi, trabalhando como professor. Voltando para o seu estado, teve profunda experiência religiosa durante um avivamento em 1855 e ingressou no Seminário de Princeton, fundado em 1812. No primeiro semestre de estudos, ouviu na capela do seminário um sermão do Dr. Charles Hodge, um dos seus professores, que despertou o seu interesse pela obra missionária no exterior. Concluídos os estudos, foi ordenado em 1859 e chegou ao Brasil no dia 12 de agosto do mesmo ano.
Pouco depois de organizar a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro (12/01/1862), o jovem missionário seguiu em viagem de férias para os Estados Unidos, vindo a casar-se com Helen Murdoch, em Baltimore. Regressaram ao Brasil em julho de 1863. No final de junho do ano seguinte, Helen faleceu nove dias após o nascimento da sua filhinha, que recebeu o seu nome. Helen Murdoch Simonton, a filha única do Rev. Simonton, nunca se casou e faleceu aos 88 anos no dia 7 de janeiro de 1952. Com o passar dos anos, Simonton criou o jornal Imprensa Evangélica (1864), organizou o Presbitério do Rio de Janeiro (1865) e fundou o Seminário Primitivo (1867), este último localizado em um edifício de vários pavimentos junto ao Campo de Santana.
No final de 1867, sentindo-se adoentado, o missionário pioneiro seguiu para São Paulo, onde sua irmã e seu cunhado criavam a pequena Helen. Seu estado de saúde agravou-se e ele veio a falecer no dia 9 de dezembro, acometido de "febre biliosa", conforme consta do seu registro de sepultamento. Seu túmulo foi um dos primeiros do ainda recente Cemitério dos Protestantes, no bairro da Consolação. Anos depois, foram sepultados perto dele os ossos do ex-sacerdote Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro pastor evangélico brasileiro. Simonton e Conceição, um americano e um brasileiro, foram os personagens mais notáveis dos primórdios do presbiterianismo no Brasil.

Fonte: www.ipb.org.br
João Ferreira de Almeida

"Conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem."

Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil - a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada - a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil (ver número 158).

Se a obra é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado a respeito deste português da cidade de Torres de Tavares, que morreu há 300 anos na Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece hoje da vida de Almeida está registrado na "Dedicatória" de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (Presbiterianas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.

De acordo com esses registros, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa local.

Tradutor aos 16 anos

Dois anos depois, começou a traduzir para o português, por iniciativa própria, parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol. Além da Versão Espanhola, Almeida usou como fontes nessa tradução as Versões Latina (de Beza), Francesa e Italiana - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. Terminada em 1645, essa tradução de Almeida não foi publicada. Mas o tradutor fez cópias à mão do trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka). Mais tarde, Almeida tornou-se membro do Presbitério de Málaca, depois de escolhido como capelão e diácono daquela congregação.

No tempo de Almeida, um tradutor para a língua portuguesa era muito útil para as igrejas daquela região. Além de o português ser o idioma comumente usado nas congregações presbiterianas, era o mais falado em muitas partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, difícil de entender para a maioria da população. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele na Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões, segundo palavras, "para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação".

Perseguido pela Inquisição, ameaçado por um elefante

O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para o Presbitério da Batávia, na cidade de Djacarta. Lá, foi aceito mais uma vez como capelão, começou a estudar teologia e, durante os três anos seguintes, trabalhou na revisão da tradução das partes do Novo Testamento feita anteriormente. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão, para onde seguiu com um colega, chamado Baldaeus.

Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de "superstições papistas", que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português. O motivo dessa medida não é conhecido, mas supõe-se que estivesse novamente relacionado com as idéias fortemente anti-católicas do tradutor.

A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranqüilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. De acordo com seu amigo Baldaeus, o fato aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.

Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu sua mulher e casou-se. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrecia de Lamos). Um acontecimento curioso marcou o começo de vida do casal: numa viagem através do Ceilão, Almeida e Dona Lucretia foram atacados por um elefante e escaparam por pouco da morte. Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.

Idéias e personalidade

A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Os registros a esse respeito mostram muito de suas idéias e personalidade. Entre outras coisas, Almeida conseguiu convencer o presbitério de que a congregação que dirigia deveria ter a sua própria cerimônia da Ceia do Senhor. Em outras ocasiões, propôs que os pobres que recebessem ajuda em dinheiro da igreja tivessem a obrigação de freqüentá-la e de ir às aulas de catecismo. Também se ofereceu para visitar os escravos da Companhia das Índias nos bairros em que moravam, para lhes dar aulas de religião - sugestão que não foi aceita pelo presbitério - e, com muita freqüência, alertava a congregação a respeito das "influências papistas".

Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado - ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.

Exemplares destruídos

Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais - mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu parar o processo, e a impressão foi interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões e brigas, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.

Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.

Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos na Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.


Ezequiel 48.21

Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada - pelo menos desde 1670, segundo os registros --, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753. 

Fonte: www.conhecimentobiblico.com.br
João Calvino

Calvino (João), um dos principais líderes da Reforma (Noyon, Picardia, 1509 - Genebra, 1564). Dotado de grande inteligência, além de ter sido excelente orador e autor de muitos livros e de vasta correspondência, tinha também excepcional capacidade de organização e administração. Essas características fizeram com que Calvino se destacasse como figura dominante da Reforma. Exerceu influência especialmente na Suíça, Inglaterra, Escócia e América do Norte.

Sua Vida.

Calvino nasceu em Noyon, na França, perto de Compiègne. Seu pai foi advogado da Igreja Católica. Calvino foi educado em Paris, Orleães e Bourges. Após a morte do pai em 1531, Calvino estudou latim e grego na universidade de Paris. Sua educação reflete a influência do liberalismo e do humanismo do Renascimento. Ao contrário de vários líderes da Reforma, Calvino provavelmente nunca foi ordenado padre.

Aproximadamente em 1533 Calvino se declarou protestante. Em 1534, deixou a França e estabeleceu-se em Basiléia, na Suíça. Nessa cidade publicou a primeira edição de seu livro Instituição da religião cristã (1536). Este livro provocou imediata admiração por Calvino. Durante sua vida ele alterou a obra, aumentando-a. O livro apresenta as idéias básicas de Calvino sobre religião.

Em 1536, Calvino foi convencido a liderar o primeiro grupo de pastores protestantes de Genebra. Em 1538 os líderes de Genebra reagiram contra as rígidas doutrinas dos pastores protestantes; Calvino e vários outros clérigos foram banidos. No mesmo ano, Calvino tornou-se pastor de uma igreja protestante de refugiados franceses em Estrasburgo, na Alemanha. Foi profundamente influenciado pelos antigos líderes protestantes alemães de Estrasburgo, especialmente Martinho Bucer. Calvino adaptou as idéias de Bucer sobre o governo da Igreja e o culto.

Ao mesmo tempo, Genebra ressentia-se de falta de liderança política e religiosa. O conselho da cidade de Genebra pediu a Calvino que voltasse, o que ele fez em 1541. A partir dessa época até sua morte, Calvino foi a personalidade dominante em Genebra, embora fosse apenas um pastor.

Calvinismo.

Desde que surgiu em 1517, a Reforma provocou a oposição religiosa e política da Igreja e dos governantes civis. Em torno de 1546, muitos protestantes na Alemanha, Suíça e França insistiam em que o povo - e não apenas os reis e bispos - deveria participar das decisões políticas e religiosas. Essa idéia influenciou Calvino e seus seguidores na França, Inglaterra, Escócia e Países Baixos. Os adeptos franceses de Calvino foram chamados de huguenotes. Os protestantes ingleses que ele influenciou receberam o nome de puritanos.

Os calvinistas desenvolveram teorias políticas que defendiam o governo constitucional e representativo, o direito do povo de mudar o governo e a separação entre o governo civil e o governo da Igreja. Os calvinistas do séc. XVI queriam que essas idéias fossem aplicadas somente à aristocracia, mas durante o séc. XVII surgiram conceitos mais democráticos, especialmente na Inglaterra e, mais tarde, na América do Norte colonial.

Calvino concordava com outros líderes da Reforma quanto a algumas teorias religiosas básicas, como a da superioridade da fé sobre a prática do bem, a de que a Bíblia é a base de todos os ensinamentos cristãos e a do sacerdócio universal de todos os fiéis. De acordo com o conceito do sacerdócio universal, todos os fiéis eram considerados sacerdotes. A Igreja Católica Romana, por outro lado, fazia distinção entre padres e leigos, além de dividir os primeiros em várias categorias.

Uma das idéias de Calvino era a de que os homens só eram salvos pela graça de Deus e, além disso, apenas os chamados eleitos seriam salvos. No entanto, não se sabia quais eram os eleitos. Calvino aprofundou a idéia de que o cristianismo se destinava a reformar toda a sociedade. Para promover essa reforma, Calvino falou e escreveu sobre política, problemas sociais e relações internacionais como sendo parte da responsabilidade cristã. Muitas idéias de Calvino eram controversas, mas nenhum outro reformador fez tanto para obrigar as pessoas a pensar sobre a ética social e cristã. A partir dessa preocupação ética e das idéias de Bucer, Calvino desenvolveu a Igreja que atualmente é chamada de presbiteriana. Calvino organizou o governo da Igreja de forma diferente do governo civil, de maneira que um corpo organizado de homens da Igreja pudesse trabalhar visando à reforma social. Foi o primeiro líder protestante da Europa a conseguir independência parcial da Igreja em relação ao Estado.


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RESUMO



Outra figura importante para a Reforma protestante foi o teólogo e jurista João Calvino, que nasceu em Noyon, França, em 10 de julho de 1509, e morreu em Genebra a 27 de maio de 1564. Seu pai, filho de uma família de artesãos, chegou a ser secretário do bispado de Noyon, o que lhe valeu a amizade de pessoas da alta sociedade, com as quais Calvino teve excelentes relações.

Em agosto de 1523, Calvino ingressou na universidade de Paris, onde estudou latim, filosofia e dialética. O pai o havia destinado à teologia; mas depois de uma questão com o capítulo da Catedral de Noyon, em 1527, resolveu que Calvino estudaria Direito. Com esse fim vai para Órleans, depois para Bourges, onde estuda grego. Formou-se em Direito, mas, com a morte do pai, vai para o Collège de France, fundado pelo rei Francisco I em 1530.

Quando, por volta de 1534, Calvino começou a se preocupar com os problemas religiosos na França, já havia adeptos de uma reforma dentro da própria igreja, tanto da parte dos luteranos como dos humanistas, que eram muito importantes na França.

Obrigado a refugiar-se por causa do que pregava, Calvino foi convidado a morar na cidade de Genebra, na Suíça. Lá implantou as Ordenanças Eclesiásticas, leis rígidas e intolerantes baseadas na sua crença.

Organizou a Igreja Calvinista em termos de fiéis, pastores e um conselho de anciãos. Suas idéias difundiram-se com rapidez: Teodoro de Beza, que dirigia em Genebra a Academia Teológica, levou-as para Gênova, na Itália. Logo alcançaram também a França. a Holanda, a Inglaterra (onde o calvinismo se chamou puritanismo) e a Escócia (introduzido por João Knox).
                  
Fonte:  www.conhecimentobiblico.com.br