terça-feira, 27 de março de 2012


  Cair no Espírito é do diabo! Diz fundador da seita...




Paul Gowdy – Ex-pastor da Vineyard em Toronto

Tradução: João A. de Souza filho
Fonte: www.pastorjoao.com.br

Levei nove anos até criar coragem e escrever este relato. Demorei porque não tinha convicção de que seria correto falar sobre as fraquezas do corpo de Cristo publicamente. Em segundo, porque tinha que fazer uma jornada espiritual de busca em minha alma e me convencer de que, o que havia ocorrido na Igreja Aeroporto de Toronto foi ruim ou pelo menos pior do que bom.

Durante alguns anos falei da experiência de Toronto como uma bênção misturada. Penso que James A. Beverly o chamou assim em seu livro “Risada Santa” e a “Bênção de Toronto 1994”. Hoje diria que foi uma mistura de maldição, concluindo que qualquer coisa boa que alguém recebeu através desta experiência pessoal é enormemente ultrapassada pela gravidade do mal e do engano satânico. Aqui residia meu grande dilema.

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Depois de três anos fazendo parte do núcleo da bênção de Toronto nossa Igreja Vineyard em Scarborough ao leste de Toronto, praticamente se auto-destruiu. Devoramo-nos uns aos outros com fofocas, falando mal pelas costas, com divisões, partidarismo, criticas ferrenhas uns dos outros, etc. Depois de três anos “inundados” orando por pessoas, sacudindo-nos, rolando no chão, rindo, rugindo, rosnando, latindo, ministrando na igreja Internacional do Aeroporto de Toronto, fazendo parte de sua equipe de oração, liderando o louvor e a adoração naquele local, praticamente vivendo ali, tornamo-nos os mais carnais, imaturos, e os crentes mais enganados que conheci. Lembro-me de haver dito ao meu amigo e pastor principal da igreja de Vineyard de Scaraborough em 1997 de que, desde que a bênção de Toronto chegou ficamos esfacelados. Ele concordou.

Minha experiência é de que as manifestações dos dons espirituais de 1 Coríntios 12 eram mais comuns em nossas reuniões antes de Janeiro de 1994 (quando começou a bênção de Toronto) do que durante o período da suposta visitação do Espírito Santo.

No período de 1992-1993 quando orávamos pelas pessoas experimentamos o que chamo de a verdadeira profecia, libertação e graça vindas de nosso Senhor. Depois que se iniciou a bênção de Toronto, os períodos de ministração mudaram, e as únicas orações que ouvíamos eram: “Mais, Senhor”; com gritos de “fogo!”, sacudidelas esquisitas do corpo, e expressões de “oh! uuu! iehh”.

Em 20 de janeiro de 1994 quinze pessoas de nossa igreja foram ouvir Randy Clark, pastor da Igreja Vineyard na Igreja do Aeroporto de Toronto. John Arnot (pastor da igreja do aeroporto) convidou-nos para ir até lá. Ele nos disse que Randy havia estado nas reuniões de Rodney Howard Browne e que a coisa estourou em sua igreja nas semanas seguintes. John esperava que algo acontecesse também entre nós. Ficamos felizes em nos dirigir até lá. Tínhamos uma igreja noutra localidade que havia começado em 1992. Era uma igreja do centro de Scaraborough, ligada ao grupo Vineyard, mas bem a leste da Igreja do Aeroporto. Éramos uma família grande e alegre. E porque éramos poucos tínhamos reuniões especiais, conferencias, etc.
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Quando começamos a suspeitar de que os demônios estavam à vontade em nossos cultos, John Arnot ensinava que devíamos nos perguntar se eles estavam chegando ou saindo. Se estiver saindo deles, está bem! John defendia o caos afirmando que não devíamos ter medo de sermos enganados, pois se havíamos pedido ao Espírito Santo para nos encher; como Satanás poderia nos enganar?

Isto deixaria o diabo muito forte e Deus muito fraco. Ele afirmava que precisávamos ter mais fé num grande Deus que nos protegia do que num grande diabo que nos enganaria.

Tais palavras eram convincentes, mas totalmente contrárias as escrituras, pois Jesus, Paulo, Pedro e João alertaram-nos sobre o poder dos espíritos enganadores, especialmente nos últimos dias. Mesmo assim, não devotamos amor a Deus para lhe obedecer a palavra e, como conseqüência, abrimo-nos a ação de espíritos mentirosos. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Finalmente a ficha caiu quando eu rolava pelo chão, certa noite, “bêbado no Espírito”, como costumávamos dizer, e ali, cantando e rolando no chão, comecei a cantar uma canção de ninar: “Maria tinha um cordeiro e seu pelo era mais alvo que a neve”. Cantei esta música infantil de maneira debochada e imediatamente alguma coisa em meu coração sussurrou que aquilo era um demônio [1]. Imediatamente me arrependi e fiquei chocado com aquela experiência. Como um demônio entrou em mim? Eu amava a Deus? Não era zeloso pelas coisas de Deus? Não era totalmente louco por Jesus? Percebi que um espírito imundo acabara de se manifestar através de minha vida e era culpado de um grande pecado. Depois disto me afastei da Igreja do Aeroporto (TACF). Não tinha convicção de que deveria denunciar aquelas experiências, mas senti que tínhamos fracassado em pastorear a bênção.

Depois de um ano na “bênção” preguei num encontro de pastores e falei: “Amigos, temos nos sacudido, nos arrastado pelo chão, rolamos por terra, rimos, choramos e adquirimos as camisetas da igreja. Mas não temos avivamento, nem salvação, nem frutos, nem aumento de evangelização, por isso, qual é a graça?”. Fui repreendido – afinal, quem era eu para anelar frutos quando o Senhor estava curando seu atribulado povo? Durante anos éramos legalistas, e Deus agora estava restaurando as feridas libertando-nos do legalismo. Aconselharam-me a não forçar o Senhor que os resultados apareceriam no temo certo.
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O Senhor nos chama ao arrependimento, e graças ao Senhor pelo que ele é, pois nos conduzirá e nos restaurará ao Pai. Se Deus me perdoou e abriu os meus olhos então poderá agir a favor de todos os que estão no engano.

Termino com o alerta de Paulo que permaneçamos firmes para não tropeçarmos em coisa alguma.
Sinceramente,
Paul Gowdy


http://www.palavradaverdade.com


A 'unção do riso' e o 'cair no Espírito' têm apoio bíblico? - YouTube

www.youtube.com/watch?v=EebDjX2WcVk29 - Vídeo enviado por raposacaradura1
Programa VejamSó (Cair no Poder)by teteusseixas21381 views; Interpretação de Linguas e Crianças ...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Quartel Design marca presença na Campus Party


Representada pelos combatentes Mateus Neves (Sócio-Diretor e responsável pelo Departamento de Web) e Davi Santos (soldado desenvolvedor web), a Quartel Design participou da quinta edição da Campus Party. De 6 a 12 de fevereiro, São Paulo se tornou palco nacional do maior evento de tecnologia e internet do mundo. O que há de mais recente na área de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital pôde ser discutido e experimentado de perto. Os 76 mil m² do Anhembi Parque, a nova casa da Campus Party Brasil, recebeu cerca de 7.500 “campuseiros” que, entre palestras e toda uma diversidade de atividades, fizeram do evento um “parque de diversões digital”. Além de divertida, a Campus Party é um amplo espaço de compartilhamento de ideias, informações e conhecimento. Mateus Neves contou como foi sua participação e experiência junto ao soldado Davi Santos no evento. Confira!

O que motivou o interesse de vocês em participar da Campus Party 2012? É a quinta edição do evento em São Paulo, vocês já participaram de outras?
Mateus Neves: Nós já conhecíamos o evento e por ser um dos maiores em tecnologia do mundo, decidimos não perder mais tempo e começar a participar. Desejamos participar todos os anos.

Qual a avaliação que vocês fazem da organização e estrutura do evento?
Mateus: De 1 a 10 eu avalio em 8, o evento foi muito bem organizado e a estrutura foi boa também. No entanto, penso que seria interessante que cada “campuseiro” tivesse um lugar exclusivo para o seu equipamento, coisa que não existiu. Em certas horas não conseguíamos lugar para nossos equipamentos. Mas no geral a organização e a estrutura foram ótimas.

O que acharam das palestras que participaram? Com relação ao desempenho profissional de vocês na Quartel Design, o que acreditam que foi agregado em termos de conhecimento?
Mateus: Participamos de várias palestras relacionadas a Design, Desenvolvimento e outras que achamos interessantes. A qualidade das palestras variava muito, algumas muito boas outras nem tanto, mas deu para aproveitar. O que agregou mais ao nosso conhecimento foi ouvir experiências de outras pessoas sobre casos do dia a dia em relação a nossa área profissional.

Dentre os palestrantes, quais mais gostaram de ter conhecido?
Mateus: As palestras que mais gostamos foram as dos preletores internacionais, como Kul Wadhwa, fundador do Wikipédia, e Michio Kaku Wook, Físico do Programa “Física do Impossível” do Discovery Channel. Foram palestras bem motivadoras que deram uma abertura futurista do que vem por aí em termos de tecnologia. O bom é que todos participantes tiveram acesso total a todas as palestras em vídeo acessando o site da Campus Party.

Algum momento inusitado no evento que gostariam de compartilhar?
Mateus: Sim, tiveram vários momentos muito engraçados. Um deles foi quando uma “campuseira” pediu para o Rafinha Bastos tirar uma foto com o produto que ela estava vendendo na Campus Party. Ele falou na lata que isso era o ganha pão dele e que de maneira nenhuma ele faria isso. Outro momento meio tenso foi quando ocorreu um furto de algumas barracas e os “campuseiros” fizeram um movimento bem barulhento na Campus Party que causou um atraso em algumas palestras, mas tudo foi resolvido depois.

Além de ser um evento que trata das tendências e novidades no mercado tecnológico, outro ponto forte do evento é o fato de promover interação e contato entre os participantes, ampliando as parcerias. O que vocês e a Quartel ganham com isso?
Mateus: Isso é um ponto muito forte do evento, pois temos em um mesmo lugar várias pessoas de diversas áreas de tecnologia. Ao chegarmos para pegar nossas credenciais um dos atendentes já reconheceu a Quartel Design por causa de nossas camisetas, e falou que gostava muito dos nossos trabalhos. Durante o evento, encontramos com outras pessoas de outros Estados que também conheciam a Quartel, elogiaram bastante e tiraram fotos. Esses encontros e contatos podem gerar futuros projetos para a Quartel Design como já aconteceu antes.

Pelo Twitter vocês ficaram famosos devido a um sorteio de brinde da Quartel. O que acharam dessa interação com o público e com as pessoas que conhecem o trabalho de vocês mesmo tão distantes?
Mateus: Esse pessoal que criou uma conta de Twitter promocional da Campus Party (@CPpromo) nos reconheceram no evento e também falaram que já conheciam nosso trabalho e gostavam muito. Eles eram de Fortaleza e aproveitaram para perguntar se a Quartel queria oferecer algum brinde para sortearem pelo Twitter, e nós prontamente oferecemos nossa caneca personalizada para o sorteio. Foi muito bacana, essas pequenas ações são muito importantes para que nossa marca seja divulgada cada vez mais.

Qual a importância de pessoas da área de tecnologia participarem de eventos como esses?
Mateus: É fundamental para quem trabalha na área. Precisamos sempre nos atualizar e ouvir experiências de outras pessoas, pois certamente um dia vamos nos lembrar de algum exemplo ou dica que vai nos ajudar com algum projeto novo. Temos que aproveitar sempre que possível esses eventos.

A parte de games e compartilhamento de informações é a mais comentada sobre o evento na internet. Explique como funciona e o que acharam.
Mateus: Games é o combustível de quem gosta da área tecnológica, pois é relaxante e divertida. Serve praticamente como uma massagem cerebral para quem trabalha na área. Estamos sempre atolados de informação, um game de vez em quando é muito bom para dar um “pause” na mente. É uma área que cresce cada vez mais e a mídia não perde uma, pois o público é muito grande. Na Campus Party 2012 aconteceu uma parte do campeonato mundial de games, é a copa do mundo de games, foi muito bacana, teve até comentarista, tudo promovido pela Microsoft.

Os alojamentos em barracas ficaram famosos. Pessoas de várias partes do Brasil tiraram férias nesta época do ano para participarem do evento. A que vocês acreditam que se devem a fama da Campus Party?
Mateus: A ideia da Campus Party é exatamente esta: que os campuseiros fiquem acampados em suas barracas durante todo evento. Isso de certa forma é uma inovação, eu não conheço nenhum outro evento dessa escala em que os participantes ficam acampados em barracas. Este ano nós ficamos em um hotel, mas ano que vem quero me animar para ficar em uma barraca. Falaram-me que durante a madrugada da Campus Party acontecia alguns eventos como promoções e campeonatos de games, parece ser bem divertido.

Ano que vem tem mais? Já estão com expectativas para o próximo evento?
Mateus: Ano que vem queremos ir bem mais organizados e montar um QG da Quartel Design na Campus Party, fazer um movimento bem bacana mesmo, levar mais brindes para sortear, entre outras coisas. Essa primeira vez foi mais um reconhecimento do evento. Ano que vem queremos destacar nossa participação na Campus Party.

Confira vídeos do que aconteceu na Campus Party 2012: Clique aqui!

Quartel Design – Assessoria de Imprensa
Por ThalitaDaher | Capitão de Comunicação

Site: www.quarteldesign.com

"Uma das maiores empresas de desenvolvimento de sites evangélicos do mundo"
Clique no link acima e conheça um pouco mais sobre a quartel design.

 
A pedagogia do milagre


Escrito por Rev. Hernandes Dias Lopes   

Referência: João 11.1-57
INTRODUÇÃO
1.Este é o último grande milagre público de Jesus. Foi realizado na última semana de Jesus antes de ser preso e morto na cruz.
2.Este milagre tem várias lições importantes:
a)As crises são inevitáveis – Lázaro mesmo sendo amigo de Jesus ficou doente.
b)As crises podem aumentar – Lázaro piorou e chegou a morrer. Há momentos que somos bombardeados por problemas que escapam ao nosso controle: enfermidade, perdas, prejuízos, luto. Oramos e nada acontece. Aliás, piora. Queremos alívio e a dor aumenta. Queremos subir, e afundamos ainda mais.
c)Quando a enfermidade e o luto chegam em nossa casa, ficamos profundamente angustiados – Nessas horas nossa dor aumenta, pois nossa expectativa era de receber um milagre e ele não chega. Como os discípulos de Emaús começamos a conjugar os verbos da vida apenas no passado: “Nós esperávamos que fosse ele quem redimisse a Israel, mas…” (Lc 24:21).
3.Este texto nos fala da pedagogia de Jesus na realização deste grande milagre.
I.O TEMPO DO MILAGRE
1.Como conciliar o amor de Jesus com o nosso sofrimento – v. 3
A família de Betânia era amada por Jesus – Ele amava a Marta, Maria e Lázaro, mas mesmo assim, Lázaro ficou enfermo. Se Jesus amava a Lázaro por que permitiu que ele ficasse doente? Por que permitiu que suas irmãs sofressem? Por que permitiu que o próprio Lázaro morresse? Aqui está o grande mistério do amor e do sofrimento.
Marta e Maria fizeram a coisa certa na hora da aflição – Buscaram ajuda em Jesus. Elas sabiam que Jesus mudaria a agenda e as atenderia sem demora.
Elas buscaram ajuda na base certa – o amor de Jesus por Lázaro e não o amor de Lázaro por Jesus. Quem ama tem pressa em socorrer a pessoa amada. Hoje dizemos: Jesus, aquele a quem amas está com câncer. Jesus, aquele a quem amas está se divorciando? Jesus, aquele a quem amas está desempregado.
Por que Jesus não curou Lázaro à distância – Jesus poderia ter impedido que Lázaro ficasse doente e podia também curá-lo à distância. Ele já havia curado o filho do oficial do rei à distância. Por que não curou seu amigo a quem amava? A atitude de Jesus parece contradizer o seu amor.
Os judeus não puderam conciliar o amor de Cristo com o sofrimento da família de Betânia (v. 37) – Eles pensaram que amor e sofrimento não podiam andar juntos.
Se Jesus nos ama, por que sofremos? – Se Jesus nos ama, por que passamos pela aflição. Se ele é todo-poderoso, por que não nos livra do sofrimento? Por que um filho de Deus fica doente, perde o emprego, enfrenta o luto?
Sem imunidades especiais – O Pai amava o Filho, mas permitiu que ele bebesse o cálice do sofrimento e morresse na cruz em nosso lugar. O fato de Jesus nos amar não nos torna filhos prediletos. O amor de Jesus não nos garante imunidade especial contra tragédias, mágoas e dores. Ilustração: Nenhuma dos discípulos teve morte natural, exceto João, e ele morreu exilado em uma ilha solitária. Jesus não protemeu imunidade especial, mas imanência especial. Ele nunca prometeu uma explicação, prometeu ele próprio, aquele que tem todas as explicações.
2.Como conciliar a nossa necessidade com a demora de Jesus – v. 6,39
Ao invés de mudar sua agenda para socorrer Lázaro, Jesus ficou ainda mais dois dias onde estava. Em vez de ir, manda apenas um recado: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus”, mas Lázaro morreu.
Marta precisou lidar não apenas com a doença do irmão, mas também com a demora de Jesus. Por que ele não veio? Será que ele virá? Será que ele nos ama mesmo? Muitos passaram a censurar a demora de Jesus.
Marta oscilou entre a fé e a lógica. Pois como entender as palavras de Jesus: “Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus” se quando o mensageiro a entregou a Jesus, Lázaro já havia morrido? Ela duvidou. Ela se angustiou.
A demora de Jesus a deixou frustrada, quase decepcionada (v. 21).
Muitas vezes, Jesus parece demorar:
a)Deus prometeu um filho a Abraão e Sara – Só depois de 25 anos cumpriu a promessa.
b)A tempestade no mar – só na quarta vigília da noite, foi ao encontro dos discípulos.
c)Jairo vai pedir socorro a Jesus – quando Jesus chega sua filha já estava morta.
d)A fé de Marta passa por 3 provas: 1) A ausência de Jesus (v. 3); 2) A demora de Jesus (v. 21); 3) A morte de Lázaro (v. 39).
3.Como conciliar o nosso tempo (cronos), com o tempo de Jesus (kairós) – v. 6
A distância entre Betânia e onde Jesus estava dava mais de 32 Km. Levava um dia de viagem. O mensageiro gastou um dia para chegar a Jesus. Logo ao sair de Betânia Lázaro morreu. Quando deu a notícia a Jesus, Lázaro já estava morto. Jesus demora mais dois dias. E gasta outro dia para chegar. Daí quando chegou, Lázaro já estava sepultado há quatro dias.
Jesus se alegrou por não estar em Betânia antes da morte de Lázaro (v. 15). Ele deu graças ao Pai por isso (v. 41b). Jesus sempre agiu de acordo com a agenda do Pai (2:4; 7:6,8,30; 8:20; 12:23; 13:1; 17:1).
Ele sabe a hora certa de agir. Ele age segundo o cronograma do céu e não segundo a nossa agenda. Ele age no tempo do Pai e não segundo a nossa pressa. Quando ele parece demorar, está fazendo algo maior e melhor para nós.
Marta e Maria pensaram que Jesus tinha chegado atrasado, mas ele chegou na hora certa, no tempo oportuno de Deus (v. 21,32).
Jesus não chega atrasado. Ele não falha. Ele não é colhido de surpresa. Ele conhece o fim desde o princípio, o amanhã desde o ontem. Ele enxerga o futuro desde o passado. Ele sabia que Lázaro estava doente e que Lázaro já estava morto. Ele demorou mais dois dias porque sabia o que ia fazer.
II. O MODO DO MILAGRE
1.Jesus não está preso às categorias do nosso tempo – v. 22-25
Marta crê no Jesus que poderia ter evitado a morte (v. 21)- PASSADO.
Marta crê no Jesus que ressuscitará os mortos no último dia (v. 23-24) – FUTURO.
Mas Marta não crê que Jesus possa fazer um milagre AGORA. Marta vacila entre a FÉ (v. 22) e a lógica (v. 24).
Somos assim também. Não temos dúvida que Jesus realizou prodígios no passado. Não temos dúvida de crer que ele fará coisas tremendas no fim do mundo. Mas nossa dificuldade é crer que ele opera ainda hoje com o mesmo poder.
Talvez essa é a sua angústia – Você tem orado pelo seu casamento e o vê mais perto da dissolução. Você tem orado pela conversão do seu cônjuge e o vê mais endurecido. Você tem orado pelos seus filhos e eles continuam mais distantes de Deus. Você tem orado pelo seu emprego e ele ainda não surgiu. Você tem orado pela sua vida emocional e ainda ela parece um deserto.
Ah se tudo fosse diferente – Passado e Futuro – O grande erro do “Ah se fosse diferente” das duas irmãs, foi omitir o poder presente do Cristo vivo. Marta vivia ou no passado ou no futuro. Mas é no presente que o tempo toca a eternidade. Não podemos viver de lembranças que já passaram nem apenas das promessas que ainda são futuro. Precisamos crer hoje. Jesus não é o grande EU ERA nem o grande EU SEREI. Ele é o grande EU SOU. Nesse evangelho ele diz: 1) “Eu sou o pão da vida” (6:35); 2) “Eu sou a luz do mundo” (8:12); 3) “Eu sou a porta” (10:9); 4) “Eu sou o bom pastor” (10:11); 5) “Eu sou a ressurreição e a vida” (11:25); 6) “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (14:6); 7) “Eu sou a videira verdadeira” (15:1).
2.Jesus se identifica com a nossa dor – v. 35
A)Aquele que cura as nossas chagas é ferido conosco
As lágrimas de Jesus revelam sua humanidade, sua compaixão, seu amor (v. 36). Jesus se importa com você e com sua dor.
Ele não é o Deus distante dos deístas, nem o Deus impessoal dos panteístas, nem o Deus fatalista dos estoicos, nem mesmo o Deus bonachão dos epicureus. Ele não é o Deus morto, pregado numa cruz nem o Deus legalista, xerife cósmico dos fariseus.
Ele é o Deus Emanuel. Ele chora com você. Ele sofre por você. Ele se importa com você. Ele se identifica com você. Ele é o Deus que chora, que sofre, que terapeutiza a nossa dor.
a)Jesus sabe o que é a dor do sem teto – pois ele não tinha onde reclinar a cabeça. Jesus sabe o que é dor da pobreza. Ele conhecia a linguagem dolorida do salário mínimo.
b)Jesus sabe o que é a dor da solidão – nas horas mais difíceis ele estava só. Foi deixado só no Getsêmani e na cruz.
c)Jesus sabe o que é a dor da perseguição – Foi caçado por Herodes, vigiado pelos fariseus, odiado pelos escribas e entregue pelos sacerdotes.
d)Jesus sabe o que é a dor da traição – traído pela multidão que o aplaudiu. Traído por Judas, negado por Pedro, abandonado pelos discípulos.
e)Jesus sabe o que é a dor da humilhação – Foi preso, espancado, cuspido, deixado nu, pregado na cruz como criminoso.
f)Jesus sabe o que é a dor da enfermidade – Ele tomou sobre si a nossa dor e a nossa enfermidade.
g)Jesus sabe o que é a dor da morte – Ele suportou a morte arrancar o aguilhão da morte e nos trazer a ressurreição.
B)Aquele que enxuga as nossas lágrimas chora conosco
Jesus não apenas está presente com você em seu sofrimento, ele se compadece de você, chora com você. Jesus chorou em público, diante de uma multidão, condoendo-se daquela família enlutada.
Ele chegou ao ponto de descer ao Hades, em sua identificação com a nossa dor. Ilustração: Sete anos antes de o navio TITANIC ser encontrado, a revista NATIONAL GEOGRAPHIC começou os preparativos para o dia em que o navio fosse achado e pudesse ser fotografado. Quando foi descoberto em 1985, o fotógrafo Emory Kristof começou a conferir a profundidade da água e os problemas da visibilidade. Finalmente em 1991, com ajuda de cientistas e cinegrafistas, Kristof tirou uma série de fotos há 3,500 m. E estampou-as na revista. A propaganda que precedeu ao anúncio dizia: “Até que ponto chega um fotógrafo da Geographic para obter uma foto perfeita?” Até que ponto Deus chega para revelar seu terno amor para com os pecadores e sofredores? Até ao ponto do Seu Filho descer ao abismo, ao hades.
3.Jesus não exclui a participação humana em face da sua intervenção milagrosa – v. 39,40,44
A)Tirai a pedra – Só Jesus tem o poder para ressuscitar um morto. Isso ele faz. Mas tirar a pedra e desatar o homem que está enfaixado, isso as pessoas podem fazer e ele as ordena que façam.
Jesus chama a Lázaro da sepultura. Se Jesus não tivesse mencionado o nome de Lázaro, todos os mortos sairiam do túmulo.
Mas, Lázaro mesmo morto pôde ouvir a voz de Jesus. No dia final, na segunda vinda de Cristo, os mortos também ouvirão a sua voz e sairão do túmulo (Jo 5:28-29).
Senhor, já cheira mal – Tirar a pedra significa enfrentar uma situação que não queremos mais mexer. É tocar em situação que só vai nos trazer mais dor. É abrir a porta para algo que já cheira mal. Temos medo de enfrentar o nosso passado de dor.
Quando tiramos a pedra e olhamos para dentro do túmulo, Jesus olha para cima e ora (v. 41) – Ao enfrentar o mau cheiro de um túmulo aberto Jesus orou. Oramos nós por aqueles que estão aflitos? Cremos que Deus responde as orações? Como Jesus orou? Quando o milagre aconteceu? Quando Jesus deu graças. Ilustração: Lia era desprezada por seu marido (Gn 29:31-35). Foi durante a quarta gestação de Lia que o milagre da graça restauradora aconteceu em seu coração: “então disse: Esta vez louvarei o Senhor. E por isso lhe chamou Judá (v. 35). O nome vem do radical da palavra louvar. Jesus veio da tribo de Judá. Enquanto Lia baseou sua vida no “Ah se eu fosse bonita como a minha irmã”, “ah se eu meu marido me amasse” – sua vida era um poço de amargura. Mas quando ela adotou uma atitude de louvor e fé, abriu-se para Deus, que lhe deu nova identidade: a mãe do fundador da tribo da qual viria o Messias.
B)Desatai-o e deixai-o ir – Lázaro agora estava vivo, mas com vestes mortuárias. Seus pés, suas mãos e seu rosto estavam enfaixados. Precisamos nos despir das vestes da velha vida. Precisamos nos revestir das roupagens do novo homem. Precisamos ajudar uns aos outros a remover as ataduras que nos prendem. Precisamos ajudar uns aos outros a remover as ataduras do passado. Somos uma comunidade de cura, e restauração. Precisamos começar esse processo em primeiro lugar em nosso lar. Há ataduras que nos prendem ao passado: hábitos, pecados, vícios, costumes que nos limitam e tiram a nossa liberdade e a nossa ação. Soltem os seus filhos, deixem que eles cresçam. Há tempo de atar e tempo de desatar.
C)Se creres, verás – Jesus quer não apenas que encontremos a solução, mas que nos tornemos a solução. Em vez de duvidar, de questionar, de lamentar, Marta deveria crer. A porta do milagre é aberta com a chave da fé.
III. O PROPÓSITO DO MILAGRE
1.A glória de Deus – v. 4
Tudo que Jesus ensinou e fez foi para a glória de Deus. A glória do Pai era o seu maior projeto de vida. Ele veio revelar o Pai. Ele veio para mostrar como é o coração de Deus. Ele nunca fugiu desse ideal.
A morte de Lázaro era uma oportunidade para que o Pai fosse glorificado. A ressurreição de um morto é um milagre maior do que a cura de enfermo. A ressurreição de um morto de quatro dias é maior do que a ressurreição de alguém que acabou de morrer.
A coisa mais importante em nossa vida não é sermos poupados dos problemas, mas glorificarmos a Deus em tudo o que somos e fazemos.
Quando somos confrontados pela doença, desapontamento, demora e mesmo pela morte, nosso único encorajamento é saber que vivemos pela fé e não pelo que vemos. Salmo 50:15: “Invoca-me no dia da angústia, eu livrarei e tu me glorificarás”.
2.O despertamento da fé – v. 15,42,45
O milagre não é um fim em si mesmo – Ele tem o propósito de abrir portas para a fé salvadora e avenidas para uma confiança maior em Deus. Os milagres de Cristo sempre tiveram um propósito pedagógico de revelar verdades espirituais.
a)Quando ele multiplicou os pães, queria ensinar que ele era o Pão da Vida.
b)Quando curou o cego de nascença, queria ensinar que ele era a Luz do Mundo.
c)Quando ressuscitou Lázaro, queria ensinar que ele é a ressurreição e a vida.
1)Jesus tinha o propósito de fortalecer a fé de seus discípulos (v. 15).
2)Jesus tinha o propósito de que Marta cresse, antes de ver a glória de Deus (v. 26,40).
3)Jesus tinha o propósito de despertar fé salvadora nos judeus que estavam presentes junto ao túmulo de Lázaro (v. 42).
4)Jesus tinha o propósito proclamar que a vida futura só pode ser alcançada pela fé nele e que a morte não tem a última palavra para aqueles que nele crêem (v. 25-26).
3.A morte de Jesus – v. 8,16,25,26,46-57
O clima era de grande tensão – Na última aparição de Jesus na Judéia, os judeus queriam apedrejá-lo (Jo 10:38-42; v. 8). Tomé entende que a ida de Jesus a Jerusalém era caminhar para a própria morte (v. 16). Todos sabem do risco que Jesus corre na Judéia. Marta vai encontrar Jesus fora de casa (v. 20). Marta vai chamar Maria em secreto (v. 28). Havia uma orquestração nos bastidores para levá-lo à morte.
Quando Jesus ressuscitou Lázaro, muitos judeus creram nele (v. 45). Outros, porém, saíram para entregá-lo (v. 46-48,53,57). Os judeus resolveram matar não apenas a Jesus, mas também a Lázaro (12:9-11).
Quando Jesus foi ao lar de Betânia estava disposto a gloficar o Pai em dois aspectos: primeiro, pelo milagre da ressurreição de Lázaro e segundo pela sua disposição de cumprir o plano do Pai de dar a sua vida em resgate do seu povo (Jo 17:1).
Os membros do sinédrio pensaram que eles é que estavam no controle da situação, orquestrando a prisão de Jesus. Mas isso fazia parte do plano de Deus. A morte de Cristo não era um acidente, mas um apontamento do Pai (At 2:23).
CONCLUSÃO
Concluindo, talvez você esteja hoje passando por uma aflição como Lázaro, Marta e Maria. Talvez há alguém enfermo na sua casa. Talvez você tem orado pela cura e vê seu ente-querido piorando. Talvez você espera a intervenção de Jesus e ele parece atrasado. Talvez as pessoas cobrem de você, por que Jesus ainda não atendeu o seu clamor.
Saiba de uma coisa: Jesus nunca chega atrasado. Ele não é apenas o Deus que fez e fará. Ele é o Deus que faz. Ele chora com você. Ele se importa com você e ele faz o impossível para você.
Para socorrer você ele deu sua própria vida. Para levantar Lázaro da sepultura, ele enfrentou a prisão e a morte. Para salvar você ele desceu ao hades: foi preso, condenado e pregado na cruz.
Ainda que seu problema seja insolúvel, ainda que seu Lázaro esteja sepultado há quatro dias, creia e você verá a glória de Deus!


Sara Nínive - Anseio Por Mais de Ti - YouTube

www.youtube.com/watch?v=WSEG0XHaG7o25 set. 2011 - 6 min - Vídeo enviado por dentyn02
Sará Ninive e Banda Humanos, parceria que deu certo... Desejo muito ver os dois fazendo sucesso ...

 
Como triunfar sobre as turbulências da vida


Escrito por Rev. Hernandes Dias Lopes   
Referência: João 14.1-3

INTRODUÇÃO

1.Coração turbado é a coisa mais comum do mundo. Todas as pessoas de todas as classes sociais, de todas as idades e credos religiosos sabem o que é um coração turbado.

2.Nenhuma segurança ou sistema de alarme pode deixar do lado de fora, esse avassalador assaltante da alma. As causas que deixam o nosso coração turbado vêm de dentro e também de fora. Emanam da nossa mente e também do nosso corpo. Vêm daquilo que amamamos e também do que tememos.

3.Mesmo os crentes mais consagrados sabem o que é beber o cálice mais amargo da dor na caminhada entre a graça e a glória. Os santos mais consagrados encontram neste mundo um vale de lágrimas.

4.Jesus estava se despedindo dos seus discípulos. Aquela era a quinta-feira do Getsêmani; a quinta-feira do suor de sangue; a quinta-feira da traição de Judas; a quinta-feira da negação de Pedro; a quinta-feira da prisão de Jesus.

5.Os discípulos estão com o coração turbado:

a)Estavam tristes – devido a iminente partida de Cristo; devido à esmagadora solidão que os atingia.

b)Estavam envergonhados – devido ao egoísmo que haviam evidenciado, perguntando quem era o maior entre eles.

c)Estavam perplexos – devido à predição de que Judas trairia Jesus e Pedro o negaria e os demais ficariam dispersos.

d)Estavam vacilantes na fé – pensando: como pode o Messias ser alguém que vai ser traído?

e)Estavam angustiados – diante das aflições, açoites, perseguições, prisões e torturas que enfrentariam pela frente.

6.Jesus os consola, dizendo-lhes: “Não se turbe o vosso coração”. Como, então triunfar sobre as turbulências da vida?

I. COLOCANDO A CONFIANÇA EM CRISTO APESAR DAS CIRCUSTÂNCIAS – V. 1

1.O que significa confiar em Cristo?

A forma do verbo no indicativo e no imperativo significa: Já que vocês confiam em Deus, continuem confiando em Mim.

Essa não é uma fé apenas uma intelectual – Essa fé não pode nos ajudar na hora da tempestade; isso é apenas conhecimento histórico.

Essa não é uma fé apenas intelectual e emocional – Essa é a fé dos demônios. Eles crêem e estremecem, mas estão perdidos.

Essa não é uma fé na fé – Uma pequena fé no grande Deus vale mais do que uma grande fé no objeto errado. Muitos dizem: Ah! Eu tenho uma grande fé. Confiam na fé que têm, e não no grande Deus.

Essa não é uma fé kierkegaardiana – um salto no escuro.

Confiar em Deus e no seu Filho é crer, confessar e descansar no seu poder, na sua sabedoria, na sua providência, no seu amor, e na sua salvação.

2.A fé em Cristo, o remédio para a doença do coração turbado

As crises vêm. Os problemas aparecem. As tempestades nos ameaçam. Os ventos contrários conspiram contra nós, mas CONTINUEM CONFIANDO EM MIM, disse Jesus! Mc 4:31-35 Jesus perguntou aos discípulos: Por que sois assim tímidos, por que não tendes fé? (Promessa, presença, paz, poder).

As sombras cairão sobre nós. A perseguição virá. A cruz é inevitável, mas CONTINUEM CONFIANDO EM MIM, disse Jesus!

As prisões e os açoites nos alcançarão. O sofrimento e a morte nos apanharão, mas CONTINUEM CONFIANDO EM MIM, disse Jesus!

Virá a solidão, a crise financeira, a doença, o luto, a dor, as lágrimas, os vales profundos, as noites escuras, mas CONTINUEM CONFIANDO EM MIM, disse Jesus!

A cruz será um espetáculo horrendo, os homens me cuspirão no rosto e me pregarão na cruz, mas CONTINUEM CONFIANDO EM MIM, disse Jesus!

A fé em Jesus é o único remédio para um coração turbado. A fé olha para Jesus e não para a tempestade. A fé ri das impossibilidades. A fé triunfa nas crises. Abraão creu contra a esperança. Paulo na hora do martírio disse: Eu sei em quem tenho crido.

II. SABENDO QUE NESTE MUNDO SOMOS PEREGRINSO, MAS O CÉU É O NOSSO LAR – V. 2-3

Diante das provas, das tribulações e do sofrimento, precisamos levantar a cabeça e olhar para a recompensa final. Na jornada cristã é sofrimento, dor, cruz, mas o fim desse caminho, é a glória, o céu. A nossa leve e montânea tribulação produz para nós eterno peso de glória. O sofrimento do tempo presente não pode ser comparado com as glórias por vir a serem reveladas em nós.

Olhar para frente, para o céu, para a nossa recompensa, para a nossa herança, para a nossa Pátria, para o nosso lar nos capacita a triunfar sobre as turbulências da vida.

Como Jesus descreve o céu?

1.O céu é o nosso destino

A morte não é o fim da vida. A morte não tem a última palavra. O aguilhão da morte foi arrancado. Morrer para o crente é lucro. Morrer para o crente é deixar o corpo e habitar com o Senhor. Morrer para o crente é habitar com Cristo. Quando o crente morre ele não para o cemitério, nem para o purgatório, mas para o céu.

2.O céu é um lugar de gozo e descanso

O céu é onde está o trono de Deus. As hostes de anjos e a incontável assembléia dos santos glorificados. O céu é a nossa Pátria. Lá está o nosso tesouro. Lá está o nosso galardão. Lá está a nossa herança incorruptível.

O céu é onde Deus vai enxugar as nossas lágrimas. NO céu é onde vamos entoar um novo cântico ao Cordeiro pelos séculos dos séculos.

Hino Tenho lido da bela cidade

3.O céu é a Casa do Pai

Os filhos de Deus estarão todos lá. Se o céu é a casa do Pai, significa que o céu é o nosso Lar. Aqui no mundo somos estrangeiros, mas no céu vamos estar em casa, na Casa do Pai.

O céu é lugar de segurança – Lá não vai entrar maldiçãi. Lá não tem gente doente, aleijada, ferida, oprimida. Lá não tem cortejo fúnebre.

A Casa do Pai é o lugar onde somos amados e aceitos não pelo que temos, mas por quem somos. A Casa da Pai é o lugar onde somos sempre bem-vindos: Lá ouviremos: Vinde benditos de meu Pai, entrai na posse do Reino…

A Casa do Pai, é onde todos os filhos são tratados sem preconceito, sem acepção.

4.O céu é o lugar onde tem muitas moradas

No céu tem lugar para todos os filhos de Deus. Apocalipse 21:16 diz que a cidade mede 2.200Km de largura e 2.200Km de cumprimento. A lugar para todos.

No céu não teremos apenas moradas, mas mansões. O céu é o lugar da nossa morada permanente. Aqui, n corpo, moramos numa tenda frágil, mas lá, habitaremos as mansões celestiais.

5.O céu é o lugar preparado para um povo preparado

Nós não compramos esse lugar no céu. Nós não o merecemos. Ele nos dá dado como presente. É graça, pura graça.

Jesus preparou esse lugar na cruz, na sua morte, ressurreição, ascensão e intercessão. Lá na cruz Jesus abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. Ele é o caminho, a verdade e a vida e ninguém pode ir ao Pai senão por ele.

Ele entrou no céu como o nosso precursor. Ele nos antecipou. Ele entrou na glória primeiro, como nosso irmão primogênito.

O céu é o nosso lar permanente. Aqui somos peregrinos. Aqui estamos de passagem. Estamos a caminho da glória.

6.O céu é o lugar onde teremos comunhão eterna com Cristo

Hino 102

A maior glória do céu é estarmos com Cristo para sempre e sempre. Vamos contemplar o seu rosto. Vamos servi-lo. Vamos exaltá-lo. A eternidade inteira não será suficiente para nos deleitarmos nele, para exaltarmos sua majestade.

Cristo será o centro da nossa alegria no céu. Lá vamos ver a Jesus como ele é: Lá não haverá mais dor, nem luto, nem tristeza. Lá vamos esquecer as agruras desta vida. Lá não vamos fazer perguntas. Lá vamos adorar com alegria (Lázaro).

Hino: Eu avisto uma terra feliz.

7.O céu é o lugar onde teremos plena comunhão uns com os outros

No céu seremos uma só família. Vamos nos conhecer. Vamos nos relacionar em pleno e perfeito amor. No céu vamos abraçar os patriarcas, os profetas, os apóstolos, os nossos ente-queridos que nos antecederam.

III. SABENDO QUE NÃO ESTAREMOS SOZINHOS, MAS JESUS VOLTARÁ PARA NOS BUSCAR – V. 3

1.Como Jesus virá?

a)Jesus voltará certamente

Ele prometeu. Ele disse: Eu voltarei. Venho sem demora. Eis que cedo venho. Vigiai para que este dia não vos apanhe de surpresa.

b)Jesus voltará pessoalmente

O mesmo que subiu é o que vai voltar, Atos 1:9-11. Voltará entre nuvens. Voltará em glória.

c)Jesus voltará visivelmente

Todo o olho o verá. Todas as nações se lamentarão sobre ele. Ele virá com o clangor da trombeta de Deus. Será o evento mais estupendo da história. Será o dia do fim.

d)Jesus voltará gloriosamente

A última palavra não será do mal. A verdade triunfará sobre a mentira. O ímpio não prevalecerá na congregação dos justos, mas será disperso como a palha. A igreja triunfará com Cristo.

Quando a voz do arcanjo soar e a trombeta de Deus ressoar, Cristo aparecerá nas nuvens como relâmpago, com poder e muita glória. Jesus matará o anticristo com o sopro da sua boca. Ele julgará as nações. Ele lançará os ímpios e o diabo no lago do fogo.

Receberemos um novo corpo e subiremos com ele.

Oh! Que consolo saber que o melhor está pela frente. Que não caminhamos para um fim triste, mas para um fim glorioso, apoteótico.

2. Quando Jesus voltará?

a) Jesus voltará inesperadamente

Muitos serão surpreendidos. Muitos não estarão vigiando. Muitos não estarão preparados (Mt 25:1-11). Muitos lamentarão amargamente por terem vivido desapercebidamente. Será como nos dias de Noé: os homens se casam e se dão em casamento. Será como ladrão: o ladrão não manda aviso prévio.

3.Para que Jesus voltará?

a)Ele virá para nos levar para a Casa do Pai, para as bodas

A primeira fase das bodas é a fase do compromisso;

A segunda fase das bodas é a fase da preparação, o pagamento do dote;

A terceira fase das bodas é a fase do encontro com a noiva;

A quarta fase das bodas é a fase da festa na Casa do Noivo, na Casa do Pai.

CONCLUSÃO

1.Aqueles discípulos abatidos, tristes, turbados foram consolados, revestidos com o poder do Espírito Santo, confiaram em Cristo e proclamaram seu nome.

2.Eles viveram como peregrinos, ajuntaram tesouros no céu, viveram sob as leis do céu, aguardando o céu, preparados para a segunda vinda de Cristo.

3.E você? Está ainda com o coração cheio de temor? Ponha sua confiança em Cristo. Saiba que é só mais um pouco e estaremos indo para a Casa do Pai. Breve Jesus virá nos buscar!

Fonte: www.hernandesdiaslopes.com.br (Igreja Presbiteriana do Brasil)
 

Hernandes Dias Lopes - É Possível um Crente Fiel Viver sem Orar...

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